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Rogério Mücke Ceni acorda com duas notícias.

 Neste dia 25 de janeiro, uma é péssima.

 E outra é promissora.

 A ruim é a única possibilidade de seguir no Flamengo, após o Brasileiro, é uma arrancada nas últimas sete partidas e conquistar o título.

 Algo que nem mesmo o seu maior protetor, o vice Marcos Braz, tem coragem de assumir publicamente.

 O presidente Rodolfo Landim tem uma maneira de trabalhar que trouxe do setor privado. Encara os treinadores como executivos e que precisam dar resultados. As vitórias são lucros. As derrotas, prejuízos. E há metas a serem cumpridas.

 Ceni já fracassou na Copa do Brasil, na Libertadores. E caminha para a terceira desilusão, que terá peso financeiros para a Gávea.

 O clube está já a oito pontos do Internacional, líder absoluto do Campeonato Nacional.

 A esperança com Rogério Ceni não existe mais.

 O futebol ofensivo, a marcação sob pressão, a intensidade, compactação, recomposição, troca de posições, vibração, triangulações, força física. Tudo ficou no discurso.

 A caminho de três meses de trabalho, o Flamengo é débil, não tem esquema tático definido. Instável. Faz uma partida convincente para três problemáticas.

 Não é um time de domínio de território, de bola. Não é reativo, de contragolpes velozes. Jogadores talentosos como Everton Ribeiro e Arrascaeta, fundamentais, estão perdidos, sem rumo.

 Ceni não sabe o que fazer com Gabigol e Pedro. Não se define, irrita a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. Implode seu ambiente no clube, com a torcida, imprensa carioca.

 Trabalha de maneira insana no Ninho do Urubu. Mas também improdutiva.

 Landim quer um outro nome para depois do Brasileiro.

 O fracasso de Jorge Jesus no Benfica é um bálsamo.

 O treinador acumula três eliminações desde que voltou para Portugal. Na fase de classificação da Champions League, perdeu a final da Supercopa de Portugal para o Porto. E há quatro dias caiu na Copa de Portugal diante do Braga.

 Jesus fará 67 anos em julho e tem muito medo do surto da Covid-19 no Brasil. E também queria voltar para 'fazer história' Benfica. Só que seu trabalho é frustrante.

 A possibilidade de um retorno é remota.

 Gallardo está vivendo um momento de indefinição no River Plate. O técnico argentino voltou de férias e pediu dez dias para definir com a direção do clube se continua ou vai para outra equipe. Ele quer ter a certeza que terá um time forte. Ou considera trabalhar em outro país.

 É um nome para ser levado em consideração.

 Até mesmo o velho Vanderlei Luxemburgo tem defensores no círculo que acompanha Landim. Mas seu nome já foi descartado pela esmagadora maioria dos dirigentes que comanda o Flamengo.

 Seu aproveitamento com o melhor elenco do futebol brasileiro é fraco.

 Em 15 jogos, são seis vitórias, quatro empates e cinco derrotas.

 Os dirigentes já estudam a sério sua substituição.

 Em compensação, no Morumbi, Fernando Diniz perdeu a confiança da nova cúpula que assumiu o São Paulo.

 E Julio Casares tem verdadeira fixação por Rogério Ceni.

 Se o técnico for mesmo dispensado pelo Flamengo, tem grande chance de voltar ao Morumbi.

 Basta o São Paulo não vencer o Brasileiro.

 A vida de Rogério Ceni mudará ao fim do Campeonato Nacional.

 E ele sabe disso...

Por R7 Notícias

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