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 Isolado em sua decisão, Otaviano Pivetta (PDT) decidiu apoiar a Coronel Fernanda (Patriota) ao Senado, contrariando o próprio partido, que está com Euclides Ribeiro (Avante). A situação deixou surpreso o líder da sigla, deputado estadual Allan Kardec, que alerta sobre o risco de o vice-governador sofrer punição, caso mantenha a candidata de Jair Bolsonaro como aliada.

“Pretendo me reunir hoje com o Pivetta, ele é nosso principal nome e sabe das consequências. Já estamos com Euclides que vem se mostrado novo, com propostas. Não tem condições de ficar no partido se ele continuar apoiando, eu vou ser cobrado (pela Executiva nacional)", afirmou Kardec ao .

O pedetista ressalta que foi pego de surpresa com a declaração de apoio a Coronel, durante ato político em Lucas do Rio Verde, no sábado (17). Kardec ainda questiona o fato de ter sido o próprio Pivetta o responsável por encaminhar a aliança do PDT com Euclides.

De acordo com Kardec, quando Pivetta decidiu abrir mão da candidatura ao Senado, o vice pediu para que o presidente do partido procurasse Euclides, dando boas referências como advogado que atuou em casos de recuperações judiciais de empresas e produtores rurais. "Foi Pivetta quem nos aproximou do Euclides, disse que o Zeca Viana o conhecia, e foi uma surpresa”.

Em áudio vazado, o deputado se direciona a membros do PDT falando sobre o apoio ao candidato do Avante. Além de citar estrutura financeira para a sigla, caso se aliasse a Euclides, Kardec chega a dizer que o advogado atuou na recuperação judicial das empresas de Pivetta, que negou a afirmação.

Após o vazamento, a relação entre Kardec e Pivetta teria entrado em um momento pouco favorável ao parlamentar, que está ativo nas campanhas municipais e ao Senado.

Kardec ainda ressalta que o PDT é oposição ao Governo Bolsonaro e o fato do  vice-governador vir a público pedir voto para a candidata apoiada pelo presidente, poderá ter impacto no diretório nacional.

Mas não foi só dentro do partido que Pivetta deixou um clima de estranhamento. O ambiente de desconfiança e instabilidade também pode chegar ao Palácio Paiaguás, já que partiu para o ataque ao candidato apoiado pelo governando Mauro Mendes (DEM), Carlos Fávaro (PSD). Detonou o amigo do aliado e chegou a se referir a Fávaro como “picareta de carteirinha”.

Por Andhressa Barboza

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