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Os desembargadores da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça não autorizaram a soltura de dois envolvidos nas mortes de Jesulino Ribeiro de Almeida, 60 anos, e Pedro Roque  Gomes, 62. As vítimas foram mortas a tiros, em abril de 2018. Os corpos foram encontrados às margens da Linha 27, estrada vicinal de Guarantã do Norte.


Em maio do ano passado, os dois acusados pelo crime foram a júri popular. Jairo dos Santos foi sentenciado a 35 anos de prisão por duplo homicídio qualificado cometido mediante emboscada, além de crimes como ocultação de cadáveres, uso de documento falso e porte ilegal de arma. Já Marcos José Madruga da Silva Santos foi condenado a 30 anos de prisão, pelos homicídios e ocultação dos corpos.

As alegações não foram aceitas pelos magistrados. O relator, Marcos Machado, por exemplo, citou a garantia da ordem pública e a reiteração delitiva. “Ao avaliar a aplicabilidade das medidas cautelares alternativas, não se evidencia que seriam suficientes para preservar a ordem pública, ao considerar a forma de execução dos crimes, bem como as reiterações delitivas dos pacientes em crime patrimonial e tráfico de droga”, disse o magistrado, em voto que foi seguido por unanimidade pelos demais desembargadores.

No habeas corpus que apresentou ao Tribunal de Justiça, a defesa alegou que o regime fechado fixado pela Justiça de Guarantã se tornou “ilegal”, uma vez que não houve revisão sobre a manutenção das prisões, após 90 dias, conforme determina a legislação. Destacou também que os réus colaboraram com os atos processuais e que apresentam bom comportamento na cadeia, o que autoriza o cumprimento da pena em um regime mais “brando”, no caso, semiaberto.

Conforme Só Notícias já informou, no local onde foram encontrados os corpos, foram constatados vestígios que as vítimas haviam sido arrastadas pelos criminosos. Testemunhas relataram que Jesulino e Pedro seguiam em uma Honda Bros preta quando foram abordados por dois criminosos, que fizeram vários disparos.

A Polícia Militar realizou um cerco e conseguiu capturar os homicidas. Um deles acabou confessando o duplo homicídio e relatou que ficaram dois dias em tocaia, observando uma das vítimas para matá-la. Disse ainda que abordaram as vítimas, exigiram que elas parassem e fizeram vários disparos. O objetivo era acertar o homem que pilotava a moto, por vngança, mas os tiros também atingiram o garupa.

Pedro Gomes e Jesulino foram sepultados em Guarantã do Norte.

Só Notícias/Herbert de Souza 

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