Bem-vindo(a). Hoje é Guarantã do Norte - MT

Alta do arroz é importante para o produtor, diz diretor da Agricultura 

pesar das medidas anunciadas pelo governo federal para reduzir o preço do arroz, que chega a R$ 30 reais na capital, empresários da indústria não acreditam que a redução venha ainda este ano, mas apostam em freio na alta. Para Rodrigo Mendonça, a situação é complexa diante da pandemia de Covid-19 que elevou o consumo, já que as pessoas ficaram mais em casa, e o país exportou mais do que o esperado. Aponta ainda a escassez do grão no mercado internacional pela seca em regiões produtoras, como a Tailândia.

Nas redes sociais, a ministra da Agricultura e Abastecimento Tereza Cristina pediu tranquilidade à população e comemorou a liberação da taxa de importação do arroz, assinada ontem pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Muitas pessoas estão comentando sobre o preço do arroz e a possibilidade de desabastecimento. Fiquem tranquilos, não há risco de faltar arroz. Quanto ao preço, informo que o valor deverá recuar, em breve”, publicou nesta quinta (10).

Mas não, segundo o setor da indústria, o governo está sendo mais otimista do que realista. “Não acreditamos que vai reduzir o preço de imediato porque o mercado está muito desabastecido e vai segurar o valor e manter o produto no mercado. Deve cair só no ano que vem, pois estamos longe da safra de 2021 que começa em fevereiro. Mas o próximo ano promete um cenário melhor”, avalia o empresário que é proprietário de uma indústria que beneficia quase 50 mil toneladas de arroz por ano no estado.

Em outros estados, o pacote de 5 quilos de arroz chega a custar R$ 40. De um lado, a inflação oficial não explica o aumento, pois o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos subiu 8,83% no período. A inflação real do preço do arroz mostra que produto aumentou 19,2% no ano.

A avaliação do empresário é que uma soma de fatores contribuiu para o aumento. Teve um aumento no consumo devido ao isolamento social que levou os consumidores a lotar os supermercados. Junto a isso, o país exportou cerca de 1,5 mi de toneladas de arroz, o dobro do ano anterior, e a safra de Mato Grosso foi de 400 mil toneladas.

“Devemos levar em conta que, além das exportações, tivemos a alta do dólar. Isso, por um lado, fechou as portas para o produto importado e, por outro, abriu para a exportação. Assim, o que regula o preço na entressafra é o grão importado dos países vizinhos, como Paraguai. Esse ano não tivemos essa opção e gerou a instabilidade”, explica Mendonça que está no setor há 20 anos.

Por Andhressa Barboza

Marcadores:

Postar um comentário

Comentários são de responsabilidade se seus autores

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.