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Ser forte com a ausência do pai Zenon dos Anjos é uma forma de conduzir a vida para a carreira profissional futebolística pelo jovem atleta
A Covid-19 transforma o dia-a-dia de famílias enlutadas pela perda de um ente familiar. A superação pela morte é um dos desafios a serem enfrentados pelos parentes e amigos próximos. Em Rondonópolis (MT), com apenas 14 anos, o adolescente Petterson Roberto dos Anjos Aguiar, conhecido por PetGol, já vive essa experiência dolorosa, ao perder há duas semanas o seu pai, Zenon Roberto dos Anjos Alves, 43 anos, para o novo coronavírus.  

Zenon era um fanático torcedor pelo time do Flamengo, sempre foi um pai presente na vida de Petterson. Aos oitos anos de idade, o adolescente pediu ao pai fazer a sua matrícula em uma escola de futebol. “Meu pai tinha um sonho de eu me tornar um jogador de futebol e, também, é um desejo meu. Ele foi e continua sendo a minha inspiração. Ele que me levava e buscava nos treinos diários. Agora, fica o vazio de não ter a sua presença física em casa e na minha rotina”, desabafa.

Recomeço 

PetGol já definiu o seu nome para carreira profissional ainda não constituída, mas repleta de esperança, dedicação e determinação para alcançar o sonho de seu pai em se tornar um atleta profissional no futebol. Ele diz que há seis anos treina em uma academia para formação de atletas no ramo de futebol, em Rondonópolis. 

“Hoje sou atleta de base na academia. A minha expectativa é poder fazer a vontade de meu pai e torná-la realidade. Ele ficava muito feliz de me ver jogar e marcando gol. É triste não tê-lo ao meu lado, mas temos que ser fortes e não ficar chorando, pois ele era muito alegre e sabia viver a vida”, esclarece Petterson. 

Ele explica que os treinos recomeçaram há uma semana, devido a pandemia da Covid-19, haviam sido suspensos. As atividades físicas são diárias, com duração de duas horas. “Tem momentos que não acredito que ele não está mais aqui. Minha ficha ainda não caiu. Mas, estou com o pé no chão. É uma forma de me tornar um jogador profissional do futuro. Sempre fui nas partidas de futebol aqui na cidade com ele. Quero superar da melhor forma e saber que ele olha para mim lá de cima”, diz.

Histórico Familiar - Petherson estuda o 8° ano, na Escola Sagrado Coração de Jesus. Também, é matriculado em escola de inglês para já ficar preparado para a futura carreira que almeja concretizar. 

Já Zenon Roberto, era vendedor de uma grande empresa no ramo alimentício, casado com Simoni Aguiar da Peixaria do Nêgo. Ele também era pai de Anna Vitória Aguiar, de apenas sete anos. Ele era filho de pioneiros de Rondonópolis, a professora aposentada Maria de Lourdes dos Anjos e Gerson Alves e era irmão do policial civil da PJC-MT, Marcio Henrique (Cikatriz) e do músico Éder dos Anjos, da dupla sertaneja raiz Éder e Cícero Viola.
Por Samantha dos Anjos


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