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Por enquanto Bolsonaro vai mantê-lo no cargo, mas haverá convergências

Depois de uma segunda-feira (06) tensa, onde a imprensa demitiu o Ministro da Saúde, ele participou no fim do dia de reunião com o Presidente Jair Bolsonaro, onde com arestas, ficou decidida a permanência do mesmo no Ministério.
Um dos principais motivos da discordância entre o Presidente e seu Ministro é sobre o uso de determinados medicamentos para tentar a cura do Covid-19. Mandetta, teimosamente, insiste em não dar atenção aos diversos testes já realizados com indícios significativos de sucesso. Para ele, só depois de tudo comprovado cientificamente. Ocorre que o tipo de testes que ele quer aguardar já foram realizados por diversos médicos e comprovaram resultados efetivos. Hidroxicloroquina está em uso para Covid-19 em diversos países e um medicamento conhecidíssimo no Brasil e uso por décadas contra a Malária.
Enquanto o país faz como Mandetta quer, estamos vendo aumentar o número de casos graves e de óbitos. Já o Presidente quer o uso irrestrito, seguindo os critérios já estudados e que o medicamento, no caso a hidroxicloroquina e outros combinados, seja oferecido antes da piora, evitando assim as complicações do covid-19, que podem levar à morte.
Outro ponto de discordância é sobre a quarentena. O alarde feito pelo Ministro levou milhares de municípios brasileiros à adoção de isolamento, fechamento do comércio e indústrias. No entanto, o covid-19 não chegou monstruosamente na absoluta maioria dos municípios, e talvez nunca chegue com a periculosidade amedrontadora vista em metrópoles como São Paulo. Enquanto isso, o Presidente tem sistematicamente demonstrado sua preocupação com a economia e os múltiplos reflexos do isolamento prematuro, ineficaz e sem necessidade.
A questão da quarentena na hora errada na maioria dos municípios brasileiros tem outro agravante. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro dominam os casos, a pergunta sobre por que o Ministro não exerceu seu poder para cancelar o carnaval, que em meio a pandemia que já assombrava o mundo foi realizado sem nenhum critério de prevenção?
Além de fraquejar com a realização do carnaval, que possivelmente é um dos principais motivos de tantos casos no Rio e em São Paulo, o Ministro também tem tido dificuldades de gerenciar a disponibilidade de equipamentos e o seu uso, muitos deles simples, como as máscaras. Enquanto vimos cenas dos chineses desde o princípio utilizando máscaras, no Brasil, somente nos últimos dias o Ministério manifestou posicionamento ao uso indiscriminado do equipamento. Incompetência no gerenciamento da disponibilidade do produto? Desconhecimento? OMS? Qual o motivo?
O Ministro tem insistido em defender a ciência, ante aos resultados práticos demonstrados em diversos estudos inovadores sobre diferentes práticas e metodologias contra o agente chinês, como se a ciência fosse algo absolutamente estático e contrária à inovação. Já o Presidente tem insistido em fazer algo diferente, seja no caso da hidroxicloroquina, como no posicionamento diferente de fazer quarentena ou isolamento, e sobretudo, diminuir o tom alarmante do próprio Ministério e de parte da imprensa. A histeria, como Bolsonaro chama, trouxe até aqui mais medo e doenças psicológicas que a própria pandemia.
Luiz Henrique Mandetta é antes de tudo um político, que fala bonito e trata com elegância as pessoas, no entanto, embora conquiste, isso não cura ninguém. E gente que fala bonito na política, mas vive levando o Brasil para o buraco estamos de saco cheio. E por fim, além de suas intermináveis reflexões em entrevistas coletivas, o que mais ele tem realmente feito para fazer a diferença e demonstrar seu diferencial frente ao Ministério?
Enquanto tudo isso vai acontecendo, a imprensa extremista e os militantes da esquerda fazem a festa, torcem pelo coronavírus e se divertem diante de pauta de sobra para fritar o governo.
Espera-se a convergência entre suas posições e o que defende o Presidente. Uma delas já foi tomada, e vai flexibilizar o isolamento em municípios onde haja grande disponibilidade de leitos e baixo número de casos.
A Mandetta cabe provar que, de fato está ali para salvar vidas, e isso inclui menos teimosia e reconhecer que ciência jamais será algo fechado, imutável ou presa ao tempo de paradigmas e protocolos. E provar também que está ali usando o cargo e o momento como degrau político para futuramente tentar passar a perna em quem o convidou para o cargo.
O difícil é acreditar que a cartada na segunda-feira foi a ação final. A história ainda não acabou. Para o Presidente, a sensação de que há um cavalo de Troia em seu governo é inevitável.
Por Folha do Brasil/Cleiton Basso
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