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Mauro diz que vai editar decreto e prorrogar suspensão das aulas em Mato Grosso

O governador Mauro Mendes (DEM) confirmou, há pouco, em entrevista a uma emissora da capital, que vai prorrogar o prazo de suspensão das aulas nas escolas estaduais de Mato Grosso. As atividades nas unidades educacionais foram suspensas no dia 16 deste mês, como forma de conter o avanço do novo coronavírus no Estado. As aulas estavam previstas para retornarem na próxima segunda-feira (6).
“Amanhã vamos editar um novo decreto e, muito provavelmente, vamos confirmar que as aulas estarão suspensas por todo o mês de abril. São medidas para evitar o contato social. Mas não adianta nada suspender as aulas e deixar as crianças indo brincar na rua, indo na casa do vovô, da vovó. Segurem as crianças em casa. É momento de todos colaborarem”, alertou Mendes.
O governador, que não deu outros detalhes sobre o decreto que irá prorrogar a suspensão das aulas, ainda estimou que a crise do coronavírus terá muitos reflexos negativos em Mato Grosso. “Teremos uma provável e quase certa crise econômica mundial. É um fenômeno que vai mudar hábitos, comportamentos, economias. Aqui no Brasil não será diferente. A arrecadação pública vai despencar. Muitas empresas terão dificuldades em sobreviver. Teremos grandes dificuldades no setor público. Pessoas vão perder o emprego. Estamos tentando fazer o possível para minimizar os efeitos em Mato Grosso”, afirmou.
De acordo com o governador, se o cenário negativo se confirmar, os servidores do Estado podem ter atrasos nos salários. “Não quero fazer previsões apolípticas, mas vamos ter dificuldades. Vai ser difícil para todo o mundo. Vai ser difícil para o trabalhador, para o micro e pequeno empresário. Ninguém vai ter dias fáceis. Então, o servidor público não pode ser uma ilha. Como que as empresas que não estão vendendo nada vão pagar imposto? Não tem condições. Vai afetar todo o mundo”.
A estimativa, segundo ele, é de que a arrecadação mato-grossense comece a cair a partir de abril. “Em março ainda não, mas em abril trabalhamos com a possibilidade 20 a 30% de queda de arrecadação. Então, se entra menos dinheiro, como vou pagar todas as contas? Estou até me negando a fazer esta análise, apenas sob o ponto de vista do servidor. É a minha responsabilidade, como governador, mas a minha responsabilidade é com todos os cidadãos mato-grossenses. Então, todos vão ter que ajudar a sair da crise. Não vou sangrar o empresário e o trabalhador só para o servidor receber salário em dia, enquanto está todo mundo ‘ferrado’ aí fora”, garantiu.
Também destacou que o ministério da Saúde tem repassado recursos insuficientes para o Estado. “Olha, vai chegar do Ministério pouco mais de R$ 6 milhões para combate à doença. Estamos estimando que só Mato Grosso vai gastar, em cinco ou seis meses de pandemia, algo em torno de R$ 150 a R$ 200 milhões. Estamos neste momento preocupados com isso, mas não estamos poupando esforços. Estamos fazendo tudo que é possível para tomar as medidas necessárias para estarmos preparados para quando o pico da pandemia chegar, o que deve ocorrer no final de abril”.
Mendes ainda comentou a posição do presidente Jair Bolsonaro, que tem se manifestado contrário às medidas de isolamento. “Defendo o meio-termo. Nem aquilo que o Bolsonaro falou, com todo respeito ao presidente, nem aquilo que alguns defendem, de fechar tudo. A virtude está no equilíbrio entre os dois. Vamos parar o que pode parar. Vamos redobrar nossas medidas de prevenção. Se lá na frente tivermos que parar tudo, aí não serão 90 dias. Talvez 15, 20 dias”, estimou.
O governador ressaltou que, mesmo em um cenário de comércio funcionando parcialmente, é possível evitar a propagação do vírus. “Eu não defendo que tem que voltar tudo ao normal. Não pode. As pessoas têm que ficar em casa, quem pode. As do grupo de risco, pelo amor de Deus, não saiam de casa. Se você precisa continuar trabalhando, por favor, lave as mãos várias vezes ao dia, não cumprimente as pessoas, mantenha distância segura. Se a grande maioria da população tomar estas medidas, diminuirá o ritmo de transmissão do vírus e o nosso sistema de saúde terá condições de atender”.
Mauro ainda adiantou que a crise deve alterar o planejamento do governo do Estado nos próximos meses. “Ano passado pegamos o Estado quebrado. Trabalhamos muito para consertar e conseguimos. Iniciamos o ano com salários em dias, pagamentos de fornecedores em dias. Muita coisa boa estava prevista e programada para 2020. Agora, com o tamanho da crise, vamos ter que replanejar tudo e ver até onde vai nos afetar. Sabemos que vai afetar muito”.
Conforme Só Notícias já informou, a Secretaria Estadual de Saúde divulgou, hoje, que subiu para 18 o número de casos de Coronavírus confirmados em Mato Grosso. Destes, 4 estão hospitalizados. Ontem, segundo o ministério da Saúde, havia 16 casos no Estado e, na sexta-feira, 12.
Em  Cuiabá, são 6 homens e 6 mulheres infectados com Coronavírus, Várzea Grande tem um homem e uma mulher. Já em Rondonópolis, são três mulheres. Outro caso é no Nortão, em Nova Monte Verde (467 km de Sinop). A média de idade dos confirmados é de 40 anos.
Só Notícias/Herbert de Souza (foto: Christiano Antonucci/assessoria)
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