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Dados são válidos apenas quando o laboratório do hospital (rede pública ou privada) é validado pelo Ministério da Saúde
Carlos Celestino Secom-MT

Nesta quinta-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus em Mato Grosso - Foto por: Tchélo Figueiredo - Secom/MT
Nesta quinta-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde confirmou o primeiro caso de coronavírus em Mato Grosso
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Mato Grosso teve oficialmente o primeiro caso de corornavíros reconhecido pelo Governo Estado na noite desta quinta-feira (19.03), após a liberação do resultado do exame de contraprova que foi realizado no Laboratório Central (Lacem-MT).
A unidade ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), é responsável pela análise de amostras dos casos suspeitos da infecção por coronavírus, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Nas últimas semanas, a imprensa local divulgou a confirmação de casos positivos para Convid-19 com base nos resultados divulgados por hospitais da rede particular e outras unidades públicas do município. Porém, todas as Notas Informativas divulgadas pela Secretária de Estado de Saúde (SES-MT) mostraram que o Estado continuava sem casos confirmados.
Os casos só podem ser considerados positivos quando o laboratório do hospital (rede pública ou privada) é validado pelo Ministério da Saúde. Quando não há reconhecimento do credenciamento da unidade junto ao órgão de saúde, as amostras coletadas do suposto infectado devem ser encaminhadas para o Lacen-MT, que ficará responsável por repetir o exame. Somente após a realização de um novo exame é que o resultado será reconhecido oficialmente para ser contabilizado no quadro de monitoramento, seja negativo ou positivo.
Esse fluxo foi desenhado na Nota Técnica Nº 02, que também explica como é feita a coleta para o exame laboratorial.
Rede SUS
Na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), a orientação da SES é que a pessoa com histórico suspeito e sintomas graves (febre e dificuldades para respirar) procure a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência, pois, conforme o Ministério da Saúde, essas são as unidades de saúde porta aberta para os primeiros atendimentos dos casos.
Ao chegar na unidade, o paciente deve narrar, durante a consulta, os sintomas que possui. O profissional médico irá identificar se o caso tem potencial para ser suspeito. Se sim, a unidade irá notificar o caso como suspeito à equipe da Vigilância Epidemiológica Municipal da respectiva cidade.
Depois desse procedimento, o médico solicita a coleta de amostra biológica para exames de Biologia Molecular (RT-PCR), que detecta a presença ou não do vírus SARS COV 2 ou de outros vírus respiratórios. São coletados a amostra de Aspirado nasofaríngeo (ANF), Swabs combinado (Rayon nasal/oral) e a amostra de secreção respiratória inferior (escarro, lavado traqueal ou lavado bronco alveolar).
O Lacen irá analisar o material e se der negativo para outros vírus, como H1N1 e Influenza A, o próprio laboratório do Estado encaminha as amostras para um laboratório de referência nacional, que vai validar o resultado da análise feita pelo Lacen.
As etapas de análise da amostra levam até cinco dias para serem concluídas. Passado esse período, o resultado é lançado no sistema do Ministério, que publica gradativamente, na Plataforma IVIS, a confirmação da infecção pelo novo coronavírus.
Fluxo na rede particular
A Vigilância Estadual esclarece que o protocolo para confirmação do vírus em pacientes que optem por procurar o atendimento em uma rede particular não é diferente. Laboratórios particulares que sejam validados pelo Ministério da Saúde têm a autonomia no prosseguimento do diagnóstico.
Já no caso dos laboratórios particulares que não são validados pelo Ministério, as amostras serão divididas, aliquotadas. Uma será analisada na própria unidade privada e a outra é enviada ao Lacen, que analisará o material e enviará, assim como nos casos suspeitos atendidos pela rede pública, para o laboratório de referência nacional – que é responsável pela validação do resultado.
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