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Sinop: polícia e perícia acham restos mortais de mulher assassinada há 24 anos e enterrada em casa

Policiais da delegacia municipal de Polícia Civil e peritos da Politec encontraram, há pouco, em um imóvel, no Jardim das Palmeiras, restos mortais de Luzineide Leal, que foi assassinada pelo marido Jairo Narcísico da Silva, em 1994. O corpo foi enterrado onde, na época, estava sendo construído um banheiro, anexo à residência. Jairo, 64 anos, que confessou o crime, hoje indicou onde enterrou a esposa. “Conseguimos localizar bolsas, roupas, joias e algumas partes do corpo. Agora os peritos estão fazendo a parte deles”, disse o delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça, que coordena o trabalho.
“Ele concretou com bastante cimento, quase 20 centímetros”, “colocou madeira nas laterais (buraco), simulando um caixão e uma tampa como se fosse um caixão”. O delegado explicou também que o corpo estava “dobrado”. “Como o banheiro estava em construção, havia algumas ferramentas à mão e ficou mais fácil dele fazer o que fez. Ainda não tinha concretado o banheiro e ele inclusive concretou depois”.  “O local (onde estava o corpo) é de difícil acesso, o buraco é bem fundo”. “Demorou por causa da profundidade e da localização”, acrescentou o delegado. Um caixote foi encontrado (não foi informado o que haveria dentro).
O perito Leandro Valendorf, da Politec, disse que vários ossos estão “bem conservados, havia também tecido, documento dela, a identidade, inclusive a foto está bem preservada e pertences. Isso tudo bate com a versão do acusado que ao matar sua esposa a enterrou e jogou esses pertences por cima do corpo simulando a possibilidade que ela pudesse de fato ter fugido”. “A foto que está na identidade é da Luzineide, inclusive foi confirmado agora pelas irmãs”. “Aproveitamos para fazer uma reprodução simulada, ou seja, estamos levantando tanto a versão da pessoa que praticou o ato (Jairo) quanto das irmãs que aqui estão”. “Se eventualmente alguma dúvida (futura) for levantada que caiba uma espécie de ação aí fica um trabalho só, completo”, explicou.
Luzineide foi morta quando tinha 28 anos. Jairo, que na época do crime estava com 40 anos, alegou arrependimento e foi à delegacia, confessou o assassinato e ocultação de cadáver. Ele está em liberdade. O delegado disse, há pouco, após a localização dos restos mortais que, “a princípio, o crime está prescrito mas isso quem decide é o judiciário, o Ministério Público, mas entendo que o crime de ocultação de cadáver é crime permanente e ele (Jairo) pode responder inquérito policial por este crime”, declarou. “Pode ser que ele tenha se arrependido”. “A princípio parece que está arrependido sim. Não duvido. Mas não dá para saber se ele teve orientação jurídica que o crime estaria prescrito”. “Mas, independente disso, ele fez a coisa certa que é informar para a família ficar mais aliviada e a vítima ter enterro decente”.
Ontem, a justiça emitiu autorização para escavação na residência. O imóvel não pertence mais ao acusado.
Alguns familiares também estão acompanhando as buscas. O irmão de Luzineide, Reginaldo Amorim disse que a atitude de Jairo ao matar sua irmã foi “de criminoso, bandido”. “A sensação é de impunidade, de impotência. Infelizmente (a gente) não pode fazer nada”, declarou.
Na 3ª feira, o delegado informou que Jairo, ao confessar o crime, relatou que “tinha ciúmes porque ela gostava de festas, de sair, alguma coisa nesse sentido e  que “ele fez um boletim de ocorrência na época. Conseguimos localizar nos arquivos, boletim original escrito a mão, onde ele narra um desaparecimento e cita que a esposa teria fugido com um amante e que não teria conhecimento para onde ela teria ido. Mentiu esses anos todos para os filhos. Ele teve uma filha com ela de 5 anos e tinha um só dela de 8 anos. Alguns parentes dela estavam na casa no dia do crime, mas ninguém ouviu nada porque foi de madrugada (no quarto de Luzineide), provavelmente a casa deve ter um tamanho razoável e como ele matou ela em cima da cama, praticamente não fez barulho. Ele estava construindo um banheiro, no quarto, possivelmente foi ali que enterrou o corpo”, descreveu. Jairo disse que usou um pé de cabra para agredir a mulher.
 Só Notícias/Editoria com David Murba (foto: Só Notícias/Guilherme Araujo e arquivo/reprodução)

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