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Agricultores familiares planejam o futuro nas terras do Assentamento Jacamim


 
Famílias do Assentamento Jacamim, na comunidade rural São Mateus em Alta Floresta, estão dispostas a melhorar a área em que vivem. Para isso, os agricultores estão construindo o Plano Comunitário para o Jacamim, juntamente com o Instituto Ouro Verde (IOV). No último sábado, 24 de agosto de 2019, os representantes das famílias de agricultores se encontraram para discutir e planejar ações nas pequenas propriedades rurais do assentamento. A reunião ocorreu na sede do projeto Sementes do Portal, na vila rural.

A construção do Plano Comunitário tem três fases. Ela acontece até o mês de novembro. Na última etapa, os Planos Ambiental, Econômico e Social estarão prontos. Eles indicarão como a comunidade continuará os trabalhos e o fortalecimento da agricultura familiar. As ações envolvem os pequenos agricultores, as lideranças comunitárias, os trabalhadores que lutaram pela conquista da terra e o agente de desenvolvimento comunitário do IOV, Renato Anderson Felito. Para o líder comunitário Pedro Lopes da Silva, 73, “se não discutir não tem como agir. A discussão é o início”. O vivido neste processo gera diálogo, reflexão e prática. “Com pessoas organizadas o nível da conversa é outro, o poder das relações muda”, explica Renato.

O agente de desenvolvimento comunitário do IOV destaca que a água e a floresta são aspectos centrais para pensar o Plano Ambiental – primeira fase do projeto. A partir disso, os “moradores precisam identificar as áreas que precisam ser recuperadas”, aponta Renato. O assentado Francisco Santos da Silva, 49, avaliou as ações que já realizou próximo às nascentes. “Eu plantei buriti na minha terra. Tem gente que diz que não é bom. Eu plantei e deu certo”, descreveu o trabalhador. Ao analisar a realidade local o agricultor Valmir dos Santos, 41, pontuou que algumas áreas que já tinham sido recuperadas foram desmatadas. Ele destacou “que é preciso melhorar muito”.

Durante a reunião, dois encaminhamentos foram realizados. O primeiro, que há áreas para recuperar com plantio de árvores, principalmente, próxima às nascentes dos córregos. E, o segundo, que é preciso garantir o acesso à agua a todos os assentados por meio de poços, represas ou canais. Neste processo, Renato explicou que os recursos para colocar o plano em prática são negociados pelo IOV, com financiadores de fora do Brasil, já que os recursos do Fundo Amazônia – acessado pelo IOV para o projeto Sementes do Portal - são incertos. Cerca de 2 mil famílias, em 12 municípios, vivem o processo de organização do Plano Comunitário, para o fortalecer a agricultura familiar no norte de Mato Grosso.
Da Assessoria

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