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Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Novo Mundo reúne lideranças e reforça a luta pela terra


 A direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Novo Mundo/MT reuniu os trabalhadores dos assentamentos e acampamentos rurais e urbano na sede da instituição, no dia 28 de junho, na Avenida Airton Senna, no município de Novo Mundo, norte de Mato Grosso. Também estiveram presentes o prefeito de Novo Mundo, Antônio Mafini (PSDB), o ex-prefeito José Hélio Ribeiro, o vereador Aparecido de Araujo Zenil (PT), o representante do deputado estadual Valdir Barranco (PT), Nabson Natan Lourenço Pires, e os líderes da luta histórica dos trabalhadores sem terra, José Fernandes e João Bessa.

Na reunião, - além da prestação de contas anual e da inauguração da casa de apoio -, a presidente do STR, Elcione Ferreira de Souza, reforçou a organização do movimento de luta pela terra: “A gente não consegue nada de boa, a gente consegue tudo com luta”. Elcione, que também é líder no Assentamento Rural Cinco Mil, desde 1997, enfatizou a importância da regularização das terras do município pelos órgãos do Estado. “Quem manda na Gleba Divisa é o Governador. Para cobrar, precisamos nos organizar”, destacou. A expectativa do movimento é a de que as terras sejam medidas e documentadas para que os trabalhadores, que têm direito à terra, possam trabalhar e produzir com dignidade e com financiamentos, o que não é possível sem o título de propriedade.

O prefeito e pecuarista de Novo Mundo, Antônio Mafini (PSDB), colocou a gestão municipal à disposição dos trabalhadores sindicalizados. “Dentro da nossa capacidade, vamos ajudar da melhor forma possível”, garantiu. Logo após, continuou: “Na cadeira do sitiante, eu também estou sentado. Eu faço questão de receber vocês. Batam na porta da gestão”. O prefeito finalizou o discurso na busca por apaziguar as disputas por terra vividas na região: “Nós temos que fazer uma cidade unida”.

O assessor Nabson Natan Lourenço Pires, representante do deputado estadual Valdir Barranco (PT), reforçou a necessidade da reforma agrária quando elevou o projeto como mais importante que o bolsa família. “Na reforma agrária, é preciso ter lado. Não adianta falar que é a favor da reforma agrária e ser grileiro de terra”. Ele destacou que o município de Novo Mundo tem o maior índice de conflito agrário do Estado de Mato Grosso. “As terras da União são para o povo, não é para grileiro que vem de fora e não deixa nada para Novo Mundo”. Nabson descreveu, ainda, as visitas que o deputado estadual Valdir Barranco (PT) fez aos acampamentos dos trabalhadores rurais de Novo Mundo. Ele enfatizou que o deputado conhece a realidade dos assentados e está preparado para discutir a regularização fundiária, pois entende a importância da luta dos trabalhadores pelas terras públicas, que estão em posse de famílias de grileiros, em Novo Mundo.

O trabalhador José Dorneles, 60 anos, se uniu ao movimento sindical de luta pela terra durante a reunião. Ele vai lutar e tem a expectativa de conquistar a terra para plantar e colher. E, quem sabe, ainda “vizinhar com antigos companheiros da vida”. A trabalhadora Roseane Lurdes da Silva, 39 anos, que vive no acampamento urbano em Novo Mundo, analisou a novidade do envolvimento maior dos políticos com o movimento dos trabalhadores. “Os apoios são seguranças para quem vai para a luta, de que a terra pode sair”, concluiu a trabalhadora.
Prestação de Contas
A prestação de contas do ano de 2018 foi apresentada pela direção do sindicato no início da reunião e aprovada, por unanimidade, ao fim do encontro. De acordo com o registro realizado na ata da reunião, os valores de entrada foram de R$ 87.818 mil. Os gastos foram: R$ 11.878,22 mil com despesas tributárias; R$ 34.376,80 mil despesas com pessoal; R$ 35.555,96 mil outras despesas administrativas. O total de despesas foram de R$ 81.810, 98 mil. Restou no caixa do STR o saldo R$ 6.007,02 mil. Os gastos anuais foram, principalmente, com a manutenção da estrutura sindical. O vereador Aparecido de Araujo Zenil (PT) enfatizou o processo com de “prestação de contas às claras”.

Casa de Apoio
A casa de apoio inaugurada durante a reunião fica no mesmo endereço do STR, na Avenida Airton Senna, Setor 3. Os dois quartos, banheiro, cozinha e área são os espaços para os trabalhadores ficarem quando vêm à cidade - dos sítios e acampamentos - sem recursos para pagar hotel e alimentação. A presidente do STR pontuou que o local pode ser usado, principalmente, pelos trabalhadores que “precisam vir para tratar da saúde”. O vereador Zenil disse que “a casa de apoio é pequena, mas para nós é grande” e, nesse sentido, ele destacou o apoio aos projetos sociais encaminhados pelo sindicato. O líder da luta dos trabalhadores sem terra, José Fernandes, considerou que as conquistas do STR são possíveis porque o “sindicato é feito pelos trabalhadores”. Segundo ele, o sindicato são os homens e as mulheres que pagam as mensalidades e vivem a luta no dia a dia.
Da Assessoria STR


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