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Bactérias vaginais são potencial fator de risco para câncer de ovário, aponta estudo

Ter muito poucas bactérias vaginais "amigáveis" (os lactobacilos) pode aumentar a chance de uma mulher ter câncer de ovário. É o que apontou um estudo publicado recentemente na revista científica The Lancet Oncology, financiado pela European Research Council Programme. A equipe, liderada pela University College London, espera que essa descoberta abra uma nova perspectiva na identificação dos fatores de risco para câncer de ovário, bem como sua prevenção.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 3,6% de todos os casos de câncer no mundo são de ovário, cuja taxa de mortalidade representa 4,3%. Conforme alerta o oncologista clínico do Santa Rosa Onco, do Grupo Santa Rosa, Geraldo Alves de Paula Neto, o diagnóstico precoce em estágios iniciais é um desafio. “Seus sintomas se confundem, muitas vezes, com cólica menstrual e má digestão – tais como inchaço, desconforto e dor abdominal”.

Ainda não se sabe a causa exata do câncer de ovário – que é silencioso e de rápida evolução –, mas alguns fatores de risco conhecidos devem deixar as mulheres atentas para um segmento mais específico com seu médico. “Idade maior que 50 anos, histórico familiar de câncer de ovário ou de mama, mutação dos genes BRCA1 e BRCA2 já diagnosticado na família, obesidade e – agora – a composição da flora vaginal, conforme apontou o estudo”, ponderou Geraldo.

O ESTUDO – A pesquisa dividiu as pacientes em três grupos: 176 mulheres com câncer de ovário, 109 com alto risco genético para câncer de ovário e 295 mulheres saudáveis sem nenhum risco genético conhecido. Foram colhidas amostras da flora vaginal, sendo classificadas em dois tipos: tipo L (em que lactobacilos eram representados por mais de 50% das espécies) e tipo O (em que menos de 50% das espécies eram lactobacilos).  

Como resultado, o estudo revelou que no grupo das pacientes com câncer de ovário o baixo número de espécies de lactobacilos era mais prevalente. Tal relação era mais evidente nas mulheres jovens e com risco genético – mutação do BRCA1. “A principal hipótese dos pesquisadores é que o equilíbrio da flora vaginal, com ‘boas bactérias’, provoca uma barreira protetora contra infecções – que impede outros germes oportunistas migrem pelo trato ginecológico”, explica Geraldo.

Esses dados iniciais vêm ao encontro com outros estudos que mostram que mulheres que fazem uso excessivo de produtos de higiene vaginal têm níveis baixos dessa bactéria e, consequentemente, um maior risco de desenvolver câncer de ovário.

“Os cientistas sugerem pesquisas nessa direção, em que mulheres com baixa comunidade de lactobacilos poderiam usar supositórios vaginais contendo lactobacilos vivos para alterar a composição microbial do trato genital feminino – uma mudança que poderia reduzir a incidência de câncer de ovário. No entanto, essa hipótese ainda será respondida em futuros estudos”, sinaliza Geraldo, que é oncologista clínico pela CEU Madri (Espanha).

ACREDITAÇÃO – Com mais de duas décadas, o Santa Rosa é o único hospital de Mato Grosso certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e em Nível 6 da EMR Adoption Model (EMRAM) pela Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) Analytics.  

Assessoria de Imprensa Hospital Santa Rosa - ZF Press
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