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Bancada de MT se divide sobre apoio ou não a possível unificação das eleições

Carlos Bezerra, Emanuelzinho, Jayme Campos, Rosa Neide
A Proposta de Emenda Constitucional  (PEC) que unifica as eleições no país,  que já tem parecer favorável do relator Valtenir Pereira (MDB), divide as opiniões dos integrantes da bancada federal de Mato Grosso. Isso porque o texto prevê que os mandatos dos prefeitos e vereadores sejam prorrogados até 2022 para que as eleições municipais e gerais sejam realizadas em conjunto.
De acordo com o autor da PEC 56/19, deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), as eleições do ano passado custaram cerca de R$ 900 milhões, com esse dinheiro seria possível construir 400 creches, comprar 3,5 mil ambulâncias com UTI móvel ou ainda pagar o salário de 15 mil policiais por ano. “Qual é a prioridade para nós, brasileiros, nesse momento? Educação, saúde e segurança, ou eleição?”, sustenta  Peninha ao defender a PEC.
A proposta também é defendida pelo presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), vereador Edclay Coelho (PSB). Ele acredita que a unificação trará economia para o país. “Defendemos a unificação dos mandatos por uma questão de economicidade. O custo de uma eleição é muito alto, e o Brasil passa por um momento econômico complicado, temos um cenário de calamidade nos municípios”, salientou.
Já Valtenir, que relata a matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados , também defende que a unificação das eleições significa economia aos cofres públicos. “Cada eleição custa R$ 3 bilhões. Com esse dinheiro podemos fazer mais de 3 mil Postos de Saúde da Família (PSFs) no Brasil e mais de 1,5 mil creches para as crianças que vão dar os primeiros passos no conhecimento".
 Ocorre  que a CCJC  rejeitou em reunião extraordinária na terça (18), a inclusão da PEC na agenda de votações da Comissão. O resultado ocorreu mesmo após forte apelo de Valtenir, que deve reapresentar o requerimento nos próximos dias.   
Bancada
O senador Jayme Campos  (DEM) ressaltou que a PEC tem o apoio de diversos prefeitos e vereadores, interessados em permanecer dois anos a mais em seus cargos. Porém, ele acredita que dificilmente a medida será votada ainda neste ano.
“Pelas declarações do presidente Rodrigo Maia, me parece que não tem clima, nem ambiente [para a votação]. Até porque os prazos são exíguos. Essa matéria precisa ser votada na Câmara e depois no Senado, até setembro. Acho que não há prazo suficiente”, declarou.
Jayme ressaltou que considera a discussão sobre a mudança no processo eleitoral como “parte do jogo democrático” e disse acreditar que ainda haverá amplo debate sobre o assunto.
Em relação a Lucimar Campos (DEM), esposa dele e prefeita de Várzea Grande, o parlamentar foi enfático. “Particularmente, não é interesse dela [permanecer até 2022]. A Lucimar foi eleita para quatro anos e vai cumprir com muita honra seu compromisso com a população”.

Não tem cabimento fazer eleições de dois em dois anos

Carlos Bezerra
A deputada federal Rosa Neide (PT)  acompanha a posição do partido. Por isso, é totalmente contrária a qualquer manobra para adiamento das eleições. "Não há nenhuma razão para isso e quem consente com essas manobras acaba atuando em causa própria e contra as causas do povo. Quem deve temer o voto do povo é quem corta os direitos e esvazia a esperança de uma vida melhor", disse a petista. 
Para o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), filho do prefeito de Cuiabá, a mudança no período eleitoral deverá trazer bons resultados, caso aprovada. “No meu entendimento é algo positivo. A máquina pública roda de dois em dois anos para campanha política. Isso muitas vezes prejudica gestões municipais, estaduais e federais. Prejudica a governabilidade”, afirmou.
“Entendo que uma eleição unificada, em que todos apresentem propostas e sejam eleitos em conjunto, tenham exercício do mandato em conjunto, é favorável para o país. Além disso, diminui custos financeiros e custos do prejuízo governamental”, acrescentou.
O primogênito do prefeito argumentou ainda que as eleições eram unificadas na década de 80 e não havia problemas em razão disso. “Agora é questão de conscientização política e aperfeiçoamento da democracia, que não é algo que acontece do dia para a noite. Acredito no povo brasileiro e tenho certeza de que não será algo que irá atrapalhar”.
Já o deputado federal licenciado, Carlos Bezerra (MDB), declarou ser totalmente favorável à unificação das eleições. “Acho isso importantíssimo. Não tem cabimento fazer eleições de dois em dois anos. Acho que Congresso vai terminar aprovando, o que é bom para o Brasil. Para o Emanuel (Pinheiro), são dois anos de graça”.
Por Vinícius Lemos, Allan Pereira e Jacques Gosch
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