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Assof afirma que militares presos acusados de 'negociar' celulares na PCE faziam trabalho para inteligência da PM

Assof afirma que militares presos acusados de 'negociar' celulares na PCE faziam trabalho para inteligência da PMA Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof/MT) informou por meio de nota que os militares presos na última terça-feira (19), durante a ‘Operação Assepsia’, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado, estavam realizando um trabalho para a inteligência da PM e teriam sido pegos por engano.

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Conforme a nota, a Assof só ficou sabendo da prisão através da imprensa e só depois seguiu para a sede da GCCO. Logo depois, a equipe seguiu para o Fórum de Cuiabá, onde verificou que os militares presos se tratavam do Tenente PM Cleber de Souza Ferreira (3º BPM), Subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira (ROTAM) e Cabo PM Denizel Moreira dos Santos (ROTAM), todos atuando no serviço de inteligência da Polícia Militar.
 
A representação da Polícia Civil encaminhada à justiça dava conta de que os três militares, em associação com os agentes prisionais, teriam se organizando para fazer adentrar ao Presídio Central do Estado (PCE), um freezer recheado de aparelhos celulares. Como prova do alegado, a GCCO anexou na representação áudios e vídeos do sistema de CFTV do Carumbé, que mostravam os PMs adentrando a unidade prisional e se reunindo com o diretor do presídio e um reeducando.
 
“Em conversa com os militares, verificamos que na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar, que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais”, diz trecho da nota.
 
Ainda conforme a associação, os militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. Segundo o Tenente S. Ferreira, a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto, era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional.
 
Por fim, a Assof informa que o Tenente S. Ferreira está recolhido no 3º Batalhão e está sendo acompanhado por um advogado escolhido e contratado por ele e que, apesar de ele não ser associado da ASSOF, continuaremos acompanhando o caso, sempre zelando pelo respeito às prerrogativas e garantias de nossa carreira.
 
Operação
 
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu terça-feira (18) sete mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão, na operação “Assepsia”, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado.
 
Os mandados de prisão foram decretados contra cinco servidores públicos e dois internos da Penitenciária Central do Estado (PCE). As 15 ordens judiciais são pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foram expedidas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO). O diretor da unidade, o sub-diretor e outros três policiais militares são alvos da ação
 
No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido. Todo o material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.
 
Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramento da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
 
Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.
 
Com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no Estado.
Por Da Redação - Wesley Santiago
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