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Mulheres com Bolsonaro dizem defender 'preservação' da família

Chico Ferreira
"Uma mulher nunca vai ser igual a um homem, isso é bíblico", disse a autônoma Sirlene Pereira Tavares, 37, à reportagem do . Em meio a manifestações de mulheres contrárias aos posicionamentos do presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, um grupo de conservadoras, do qual Sirlene faz parte, milita nas redes sociais para defendê-lo.


"Eu sou totalmente a favor dele pelas propostas que ele tem. Já votei no Lula, já votei na Dilma, já votei no Aécio. Como fiz o ditado a gente não pode ter bandido de estimação. Errar é humano, então a gente tem que ir atrás de mudança", disse. 

Durante os 16 minutos de entrevista, Sirlene explicou que apesar de não ter se aprofundado no plano de governo do candidato, considera que as propostas dele são as melhores para tirar o país da crise política e econômica instaurada nos últimos anos. Ela se mostrou contrária à Lei Rouanet, à "indústria" da multa, ao Bolsa Família e disse ser favorável à castração química e ao corte de investimentos para o carnaval. 

"Esses dias eu vi uma publicação de um carro sendo multado em cima do guincho. Isso daí tem que acabar. São tantas coisas que a gente está falando que eu acabo esquecendo, entendeu? Mas ele vai investir em nós, no povo brasileiro, como ele mesmo falou". 

Casada há 17 anos e mãe de três filhos - um rapaz homossexual de 20 anos, uma menina de 12 e um menino de 7 - a "bolsonarista", como se define, afirmou que quer preservar os seus filhos dos perigos do mundo. Ela declarou ser contrária ao que chamou de "kit gay" e disse que seu filho tem direito de escolher sua orientação sexual, desde que tudo fique entre quatro paredes.

"Essa porcaria desse presidente [Michel Temer] distribuiu uma mamadeira que tem um pinto em cima dela. Pelo amor de Deus, olha o tamanho de uma criança. Eu tenho três filhos. Jamais com Jair Bolsonaro isso vai acontecer. Onde já se viu uma boneca de batom, maquiada com pinto?", questionou. 

Mesmo recebendo uma quantia provinda do Bolsa Família, Sirlene defende o emprego e disse preferir "mil vezes" receber um salário mínimo digno. A mulher ainda defendeu a ditadura por acreditar que só apanha e tem medo de polícia quem é bandido.

"Para mim ele é o louco mais direcionado à presidência. Ele fala o que é verdade e as pessoas ao invés de estudar o que ele fala ficam criticando. Para mim ele é uma esperança. E se não for a gente vai para as ruas novamente, vai lutar para tirar também e que Deus mande o que for melhor para o nosso povo", finalizou. 

A analista financeiro Andrea Almeida de Oliveira, 43, disse ter decidido o voto no Bolsonaro há pelo menos um ano, quando ele começou a aparecer na mídia. Evangélica e mãe de dois filhos, ela acredita que o candidato é o único capaz de defender sua família. 

"No meu ponto de vista eu vejo que a mulher é submissa ao homem. Isso desde a criação sempre foi assim. Agora as pessoas impõe isso como uma forma torpe, não entendem o que quer dizer isso. Eu não vou explicar isso para uma pessoa que não entende de bíblia. Ela vai achar que não existe, mas existe sim. O homem tem a disponibilidade, por isso que dependendo do cargo ele tem a necessidade de mais", explicou. 

Na opinião da analista, o pensamento de que a mulher é inferior ao homem é cultural e difícil de ser mudado. Ela acredita também que homens são mais propícios para realizarem trabalhos que exijam força e exercerem cargos políticos. 

O único medo de Andrea, caso o candidato seja eleito, é do cenário apocalíptico do combate ao crime. Ela acredita que será "bandidos contra polícia" e que a população não poderá sair às ruas. No entanto, ela defendeu que isso é positivo, já que hoje em dia seus filhos não podem brincar livremente por medo de assaltos. 

"Algumas pessoas dizem que nós não podemos ser tão radicalistas. Hoje eu apoio sim que devemos ser radicais no nosso pensamento. Pode colocar o exército nas ruas, pode ter toque de recolher. Precisa mudar", disse.

"Graças a Deus a gente vive em um regime, democracia, né? Democrático. Eu só acho que tem que se manifestar. Tem que botar a cara. Eu mesmo no dia da eleição vou de amarelo. Fazer o quê? É a minha opinião", finalizou.
Por Ana Flávia Corrêa
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