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A função civilizadora do comércio (Parte II)

Paiva Netto

Sentimentos bons e eficiência

Os sentimentos bons, representados pelo Amor-Solidariedade, são eficientes, mesmo quando nos descobrimos diante dos maiores desafios da Vida, cuja superação exige inteligência, pertinácia e, justamente, equilíbrio, ou, melhor dizendo, bom senso.

Resultado de imagem para A função civilizadora do comércioVocê, homem prático, até pode achar que isso pouco tenha a ver com o tema principal desta palestra em defesa do Capital de Deus. Contudo, um dia desses, observando certas manifestações na mídia, comentei, no meu programa de rádio, que alguns apressados querem fazer crer às novas gerações que o Amor Fraternal, para o progresso do indivíduo e/ou da coletividade, é algo descartável. Ah, é?! Que desejam, então? A morte do sentimento?!

No Congresso da Boa Vontade de 1969, quando Alziro Zarur lançou oficialmente o Centro Espiritual Universalista, o CEU da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, a Religião do Amor Universal, ao me ser dada a palavra, assim me expressei:

Fraternidade não é coisa abstrata. Fraternidade, além de tudo aquilo que entendemos como relacionamento cordial entre as criaturas humanas, expressa-se no campo objetivo das soluções efetivas dos problemas nacionais e mundiais, como Solidariedade: escolas para instruir e educar, emprego para as multidões que todos os anos invadem o mercado de trabalho, a solução do problema dos aposentados, o uso dos meios de comunicação para esclarecer, e não para engazopar as massas com uma realidade falsa de fartura cinematográfica e televisiva, pois de mesas vazias; e isto ocorre na enormidade de lares em que se padece de fome pelos países afora. Também, e principalmente, Fraternidade é o esclarecimento espiritual das massas, de preferência em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Cristo, pois o mundo só conhecerá a Paz quando vivenciar o Amor Espiritual e compreender a Realidade Divina.

Disse Jesus, o Grande Libertador: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade[de Deus] vos libertará” (Evangelho do Cristo, segundo João, 8:32).

(...) Prega a Política Divina que é essencial viver a Fraternidade interclasses para que surja a Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, cujo alicerce maior é o Mandamento Novo do Ideólogo Celeste, ou seja, realizar uma genuína Revolução Espiritual, firmada na ética que a humanidade precisa praticar para que possa sobreviver:

— Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (...) Não há maior Amor do que doar a própria vida pelos seus amigos. (...) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor (Evangelho de Jesus, segundo João, 13:34 e 35; 15:13 e 9).

(...) Trata-se da Lei de Solidariedade Espiritual, Humana, Social e Política, um fio milagroso que une as partes anacronicamente separadas do organismo sociedade, razão por que entendemos a inclusão desta avançada afirmativa de Zarur nas diretrizes do Centro Espiritual Universalista, oficializado agora na Religião do Novo Mandamento: “Religião, Ciência, Filosofia e Política são quatro aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.

E esta admoestação do escritor inglês Gilbert Keith Chesterton (1874-1936): “Estamos todos num mesmo barco, em mar tempestuoso, e devemos uns aos outros a maior lealdade”.

Fraternidade dinâmica
A função do CEU (Centro Espiritual Universalista) da Religião do Amor Universal é, pois, desbastar arestas, para harmonizar os seres humanos em conflito; derrubar bastilhas, para o que é imprescindível a ação da Fraternidade Ecumênica, que é energicamente dinâmica, na forma de Solidariedade — e o apoio do Mundo Espiritual — que existe, apesar de não ser percebido pelos fracos sentidos humanos.

 E assim terminei a minha palavra naquele sábado festivo, já bem distante, de 1969.

Por isso, corretíssimo se encontrava Zarur ao pregar a união das Duas Humanidades: a da Terra com a do Céu, a do Céu com a da Terra, a exemplo do que também preconizou Léon Denis (1846-1927).

Harmonia e Transformação
A respeito de harmonizar as criaturas em sua vivência, não de despersonalizá-las, escrevi em Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987):

Existe a harmonia que adeja sobre todas as coisas. E sempre que alcançada é fator de sobrevivência para a humanidade. Rege os contrários. É vital a consciência de que essa Harmonia existe do micro ao macrocosmo, de forma que possamos viver sua sintonia. Todos os grandes reformadores, transformadores da humanidade, de uma forma ou de outra, sabendo ou não, receberam o seu banho lustral... Deus é essa Harmonia.

É claro que não me refiro ao deus antropomórfico, criado à imagem e semelhança do ser humano, responsável por guerras e misérias seculares.

(Continua)
José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com
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