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Acordo com Centrão deixa Alckmin com mais tempo de guia eleitoral



Convenções partidárias começam hoje em todo o País. Geraldo Alckmin, candidato tucano, sai em vantagem, graças ao apoio do Centrão, obtido na quinta-feira (19), o que lhe proporcionará 43% do tempo total do guia eleitoral gratuito
No início das convenções partidárias, nesta sexta-feira (20), o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) partiu na frente depois de fechar apoio com o chamado “Centrão - formado por PPDEMPRBSD PHS - para sua coligação. Além engrossar o apoio político e ganhar densidade eleitoral, o pré-candidato tucanoterá o maior tempo de guia eleitoral entre as candidaturas ao Palácio do Planalto. Na quinta-feira (19), Alckmin esteve reunido com o presidente do DEMACM Neto, os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), Paulinho da Força (SD-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Luís Tibé (Avante-MG) e ex-ministro Marcos Pereira (PRB). Antes, já estava fechado com PSDPPSPV PTB.

O tucano terá 43% do tempo total do programa eleitoral gratuito, que a partir do dia 31 de agosto terá dois blocos diários - de 10 minutos, cada -, tornando-se o presidenciável com mais tempo, entre todos os postulantes. Na reunião, foi sugerido para compor a chapa como vice, o empresário Josué Gomes (PR), filho do ex-vice-presidente José Alencar – morto em 2011. Alckmin teria reagido positivamente. Mesmo sem representantes na reunião, o PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, que ameaçava fechar com Jair Bolsonaro (PSL), acertou com o ex-governador. Bolsonaro, por enquanto, permanece com apenas 1% do tempo de TV.

Já o PT continua com a estratégia de lançar o ex-presidente Lula – preso desde 7 de abril - como seu candidato na convenção marcada para o dia 4 de agosto. Sozinho, o PT teria 13% de tempo, devido ao fato de ter a maior bancada de deputados federais, mas tenta convencer o PCdoB desistir da candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila (RS) para ser a vice da sua chapa, que detém 2% de tempo para propaganda.


Porém, dentro de um cenário que pode levá-lo a um isolamento é o próprio pedetista quem precisa correr atrás de aliados, ou, pelo menos, ter condições de continuar viabilizando sua candidatura.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) tem convenção marcada para dia 3 de agosto. E agora que perdeu qualquer chance de aproximação com o PR pode até ceder ao próprio Alckmin ou encarar a disputa presidencial solitariamente. Os emedebistas devem valorizar sua capilaridade partidária nacional e os 12% de tempo.

Mesmo escutando pedidos de desistência de candidatura e sem acordos para apoios expressivos, a Rede Sustentatibilidade promete lançar Marina Silva, no próximo dia 4 de agosto, com apenas 0,40% do tempo. O PSOL, de Guilherme Boulos, também conta com 1% numa jornada solitária. Hoje, o PSTU deverá lançar Vera Lúcia e o PSC apresentará Paulo Rabello de Castro como candidato. PMN não tem candidato e também fará sua convenção nesta sexta.

   Aceno para a esquerda

No dia em que o bloco do centrão desistiu de apoiar a sua candidatura, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, na quinta, fez um aceno enfático aos partidos de esquerda. Para analistas, a viabilidade da candidatura do ex-governador do Ceará, hoje, depende fundamentalmente do PT, já que ambos disputam os apoios do PSB e do PCdoB.

Com a indefinição entre os partidos de centro-esquerda, que tendem a apoiar o ex-presidente Lula (PT), Ciro chegou a trabalhar pelo apoio dos partidos do centrão, o que lhe renderia um acréscimo considerável no tempo de televisão e nos recursos de campanha. Seus "rompantes e incompatibilidade ideológica", entretanto, pesaram contra a aproximação com DEM, PP, SD e PR - siglas que, apesar do perfil fisiológico, têm uma identidade próxima com a direita.
“A aliança do Ciro com esse grupo seria muito inconsistente, pela trajetória dele. Esse grupo, a gente fala ‘centrão’, mas é um grupo de direita. Fala-se de ‘centrão’ como eufemismo. Levando em conta tudo que o Ciro pensa, é difícil compatibilizar a crítica radical ao Governo Temer com toda base de Temer”, aponta o professor de Ciência Política da UFMG Carlos Ranulfo. “A aliança que ele desejaria é ser apoiado pelo PT e PSB, mas não é fácil convencer o PT a não lançar candidato”, avalia.

O cientista político da UnB David Fleischer alerta para o histórico do PT, que, desde a redemocratização, nunca fez coligação onde não fosse cabeça de chapa. "É preciso levar em conta todas as coligações a nível estadual. Articular governador e vice governador, dois candidatos ao Senado, quatro suplentes e uma lista de deputado federal e estadual é uma negociação duríssima", diz.

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Na briga de Ciro contra Alckmin pelo centrão, segundo o cientista político Elton Gomes, pesou a estrutura partidária, a militância, a capilaridade de prefeitos, deputados e governadores. "O centrão percebeu que Ciro não tinha condições de fazer a sua candidatura sair de um dígito", apontou. Com o receio de ficar isolado na disputa eleitoral, Ciro decidiu aumentar a ofensiva sobre o PSB e o PC do B, que, nas últimas semanas, passaram a cogitar como mais provável um apoio ao PT.

"O Brasil nunca será um país em paz enquanto o companheiro Luiz Inácio Lula da Silva não restaurar a sua liberdade. Eu luto por isso", disse Ciro, na quinta (19), durante encontro com dirigentes sindicais. O presidente nacional do PDTCarlos Lupi, disse que Ciro não ficará isolado e que não há como perder algo que não se tem. "Esse doce podia estar estragado", respondeu, ao ser perguntado se o bloco do centrão tirou o doce da boca do PDT.
Por: Folhape
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