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ÚLTIMA CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA AFTOSA EM MATO GROSSO DEVE SER DENTRO 3 ANOS

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Maio de 2021, esse é o período em que deverá ser realizada a última campanha de vacinação contra a febre aftosa no Brasil, prevista para ocorrer nos estados que integram o Bloco V do Plano Estratégico da Febre Aftosa, que incluem Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná. Santa Catarina pertence ao mesmo bloco, porém é a única unidade da federação que já é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, desde 2007.
Nesta terça-feira (19.06), no Palácio Paiaguás, foi dado início aos debates que envolvem os cinco estados. Até quinta-feira (21.06), representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos serviços veterinários estaduais, classe política, setor produtivo e industrial, sindicatos e conselhos de classe, discutirão as 102 ações do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA).
Para a presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Daniella Bueno, esse é um momento de extrema importância para o país. “É um momento para nivelamento das ações do bloco, é a oportunidade para que todos os estados se interajam e conheçam as ações. O Bloco V é de extrema importância para o país, uma vez que, os estados integrantes têm fronteiras internacionais. Seremos o último bloco a retirar a vacinação, e teremos o papel de sermos o protetor das fronteiras do país”.
Para o diretor do Departamento de Saúde Animal (DAS/Mapa), Guilherme Marques, o PNEFA é uma política de estado em a junção de esforços tanto do setor privado quanto dos governos federal e estadual, possibilitou ao país alcançar este ano o reconhecimento de país livre de febre aftosa com vacinação, pela OIE.
“Um país com as dimensões do Brasil, com o maior rebanho comercial do mundo, com 220 milhões de cabeças, é uma conquista histórica. Só que precisamos avançar ainda mais, e sermos reconhecidos sem vacinação. Nosso sistema é bom, extremamente fortalecido e reconhecido internacionalmente, o que nos permite vender para mais de 150 países no mundo, mas temos que incrementar alguns pontos, como por exemplo fronteiras internacionais, controle de aeroportos e postos. São 102 ações que identificamos dentro do serviço veterinário que deverá ser aprimorado”, destacou Marques.
As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação internacional e educação em saúde animal.
Segundo o coordenador de Sanidade Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Décio Coutinho, este é um momento ímpar e extremamente importante para a pecuária brasileira. “O salto de qualidade no aspecto sanitário que o Brasil recebeu ao ser reconhecido livre de febre aftosa com vacinação, já foi extremamente importante. E agora nos resta, sim, mais esse desafio e compromisso de chegarmos a condição de livre sem vacinação. Para isso há a necessidade de que todos os componentes do programa, que cada um cumpra com a sua parte”.
A mudança de status sanitário também será um grande impulsionador econômico. O secretário adjunto de Agricultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), destacou que com o avanço para o status de livre de febre aftosa sem vacinação, novos mercados para a carne mato-grossense poderão se abrir. “O mais importante nessa evolução de status sanitário é trazer desenvolvimento, um posicionamento da carne mato-grossense frente aos mercados internacionais, valorizando a nossa carne. Esse é o pilar central para que o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) desempenhe a sua função, de promoção da carne produzida no estado, e para isso precisamos fortalecer a defesa sanitária animal”.
Após a abertura do evento, foi realizado o painel “Plano Estratégico 2017-2026 do PNEFA” com a participação de Guilherme Marques (DAS/Mapa), Décio Coutinho (CNA), e do presidente do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), Inácio Kroetz. Em seguida, o painel “Sustentação financeira do Plano Estratégico”, conduzido por Plínio Leite Lopes (Mapa), Inácio Kroetz (Fonesa) e Décio Coutinho (CNA).
Blocos
O Plano Estratégico está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.
Os estados brasileiros foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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