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Família de servidor dado como 'morto' se revolta e quer processar o MP

Após descobrir pela imprensa que o pai, o servidor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Luís Cândido da Silva, 66, está sendo investigado por suspeita de estar morto há 28 anos e continuar recebendo salário, o empresário Ronei Cândido da Silva, 42, filho do funcionário público, afirmou que houve um equívoco por parte do promotor de Justiça Célio Joubert Fúrio, que instaurou inquérito civil público.
Marcos Lopes/ALMT
Segundo Ronei, Luís Cândido trabalha na Assembleia Legislativa há 42 anos, como motorista. No ano passado, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ficou com paralisia de parte do corpo e, somente aí, entrou em licença médica, mas já deu entrada na aposentadoria.
Questionado se haveria na Assembleia outro servidor com o mesmo nome de seu pai, Ronei afirma que o setor de Gestão de Pessoas já informou ao Ministério Público Estadual (MPE) que não.
“A vida inteira meu pai dirigiu na Assembleia e nunca deu atestado médico, a não ser agora que ele teve um AVC. O Ministério Público nunca foi lá saber o porquê que meu pai trabalha tanto assim na Assembleia. Agora que ele deu entrada na aposentadoria, vem um promotor desse falar que meu pai tá há 28 anos morto. Meu pai nunca morreu e ainda vai enterrar muita gente”, disse Ronei indignado.
Cândido explica que o pai comparece mensalmente na Assembleia para comprovar a licença médica. “Meu pai está afastado, não pode mais trabalhar. Tem mais de um ano que ele operou, ele está paralítico, o lado direito dele paralisou, ele anda na dependência de muleta. Mas é lúcido, fala, sabe escrever, sabe ler. Meu pai trabalhou a vida inteira. Infelizmente, ele não pode desenvolver suas funções mais. Ele tem direito de se aposentar por tempo de serviço e por idade”, afirma.
Ronei reclama que a Luís Cândido ou a família não foram chamados para prestar esclarecimentos sobre a questão, no Ministério Público. “Nunca, nunca. Impressionante que isso só aconteceu agora que ele deu entrada na aposentadoria. Ele deu entrada na aposentadoria na semana passada, sempre usou o mesmo CPF, o mesmo RG, mesmo tudo”.
O filho do servidor também afirma que não conhece a servidora da Prefeitura de Cuiabá, citada na portaria do Ministério Público para entregar o atestado de óbito, em audiência marcada para julho.
Inconformado com a situação, a família do servidor ameaça processar o responsável pela investigação. “Mete o nome do meu pai em investigação. Eu já recebei hoje 3 ligações com chacota. Eu vou procurar os direitos do meu pai, nem que tenha que processar o Ministério Público, o Estado”.  
Por Celly Silva
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