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“A sociedade é induzida a crer que mulheres não são capazes de gerir negócios”, reforça agrônoma sobre empreendedorismo no agronegócio

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ma empresa de agronegócio dirigida por três mulheres poderia ser inimaginável há 30 anos. No entanto, Cidalia Marques Miranda vem há duas décadas desafiando esse cenário ao provar que é possível, sim, estar a frente do próprio negócio no setor agrícola. Tanto que, nos últimos anos, a empresa da família passou também a ser chefiada por suas filhas.

Ao seguir os passos da mãe, Amanda Diavan, de 31 anos, é uma das mulheres responsáveis por dirigir plantações nos arredores de Campo Novo do Parecis (a 430 km da Capital). Formada em agronomia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), ela e a irmã, a também agrônoma Caroline Miranda, fazem parte da nova geração de mulheres que, apesar das diversas barreiras, ingressam no ramo do agronegócio por meio de um processo sucessão familiar.

“Vejo muitas mulheres atuando e se interessando pelo agronegócio. Mas, confesso que senti muita dificuldade no aspecto de me especializar. Entender dos detalhes do negócio e me situar. Uma coisa é estudar um assunto, outra coisa totalmente diferente é ir para a prática. Minha mãe aprendeu a se impor como empresária com a vida – deu a cara à tapa. Eu procurei o auxilio de cursos que me nortearam no processo de sucessão, administração e gestão de empresas”, ressalta Diavan.

Amanda complementa que, apesar do setor passar por uma grande e positiva transformação em relação à atuação feminina, ainda existem desafios que não foram superados em sua totalidade. Para ela, um dos aspectos que mais limitam mulheres a ingressarem no ramo do agronegócio é justamente o sistema patriarcal. 

“A sociedade ainda está induzida a acreditar que não somos capazes de gerir negócios, sobretudo em ramos majoritariamente masculinos – como é o caso da agronomia. Mas, o cenário é otimista. Na faculdade, por exemplo, estava longe de ser a única mulher, assim como no mercado de trabalho. Acredito que nós, mulheres, temos que nos fortalecer – enquanto profissionais – e acreditar na nossa capacidade de gestão. Ter mais autoconfiança e buscar cursos de capacitação”, pondera. 

Segundo dados de uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), que antecede o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três propriedades rurais no país possui mulheres em cargos de comando. Há cinco anos, elas representavam apenas 10%.

ENCONTRO ELAS NO CAMPO 2018 – Conforme explica a diretora executiva do Grupo Valure, a coach e mentora de gestão Lorena Lacerda, sob o tema “Desenvolvendo Líderes para o Agro”, o encontro “Elas no Campo 2018” tem como intuito oferecer conteúdo de ponta sobre Gestão e Governança, bem como proporcionar o intercâmbio de conhecimento e experiências entre as participantes.

“O protagonismo feminino na Gestão e Governança dos negócios tem sido tema recorrente de discussão e análise dentro do processo de estimulo à maior imersão das mesmas. O ‘Elas no Campo’ é pensado justamente para proporcionar uma experiência única de aprendizagem e aprimoramento contínuo”, comenta Lorena.

PROJETOS SOCIAIS – Vale destacar que a lucratividade do evento será revertida para projetos sociais. No dia 15 de junho, o encontro “Elas no Campo 2018” se iniciará às 8h do dia 15 de junho e vai até às 18h no Gran Odara, em Cuiabá.
Por ZP Press
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