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Ex-governador sugere que Savi e primos de Taques negociem acordo de delação

Silval Barbosa
Ex-governador aconselha presos da operação Bônus; ele virou delator, após 2 anos preso
O ex-governador Silval Barbosa aconselha o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, seu irmão Pedro Zamar Taques e o deputado estadual Mauro Savi (DEM) a firmarem acordos de colaboração premiada (delação) com a Justiça sobre o esquema de corrupção no Detran, desmantelado pela Operação Bereré. A entrevista feita pelo jornalista Pablo Rodrigo foi publicada pela Gazeta Digital.
"Eu aconselho o Mauro Savi, o Paulo Taques, o outro irmão dele, que também façam o mesmo, que contribuam com a Justiça", disse Silval na manhã desta quarta (16), após deixar o prédio da  Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), onde prestou esclarecimentos em processos que tramitam na esfera cível por mais de duas horas.
Silval afirma que Paulo e Pedro Zamar, que são primos do governador Pedro Taques (PSDB), devem fazer delação premiada para ajudar a manter o discurso do governo. "Se eles falam tanto em transparência e lisura, que ajudem a passar o Estado a limpo".
Em prisão domiciliar desde junho do ano passado, quando firmou delação junto a Procuradoria Geral da República (PGR) e revelou os esquemas criminosos operados no período em que governou Mato Grosso, Silval defende a importância da colaboração. “É uma forma da gente corrigir a história e tudo que foi errado. O que eu falo é que quem cometeu ilicitos em nome de grupos, que ajuda e contribua, que passe a colaborar com a Justiça, como nós fizemos”.
Paulo Taques, Pedro Zamar e Savi estão presos desde 9 de maio, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Bereré, denominada Bônus. Os três são acusados pelo Gaeco de integrar a organização criminosa que desviou aproximadamente R$ 30 milhões do Detran, por meio da EIG Mercados Ltda., mas por enquanto, negam todas as acusações.
Esquema delatado
O suposto esquema na autarquia também foi detalhado nas delações de Silval e de seu irmão Antônio Barbosa.
De acordo o irmão do ex-governador, em 2011, foi procurado por Marcelo da Costa e Silva em nome do ex-deputado federal Pedro Henry. O emissário informou o empresário a respeito da existência do contrato entre o Detran e a EIG, assim como, deixou uma reunião agendada entre eles.
No encontro na casa de Henry, Antônio declara que o ex-parlamentar teria atestado que a empresa pagava propina para autoridades estaduais, na garantia de manter contrato com o Detran. Ainda na conversa, ficou tratado que parte da propina seria repassada a Silval, para que o contrato fosse mantido.
Antônio ainda ficou de providenciar uma pessoa de confiança para figurar no quadro societário da empresa Santos Treinamento, criada, exclusivamente, para os recebimentos da propina. Ele diz que assim que aceitou receber os valores, obteve no primeiro mês a importância de R$ 100 mil. O repasse teria se repetido mais de uma vez no mês seguinte. A partir de então, indicou Rafael Yamada Torres – também delator - para ser sócio da Santos e receber os valores em nome do ex-governador. Conforme a delação, os valores passaram a girar em torno de R$ 80 mil mensais.
Silval, na delação, também confirmou o esquema. Diz que após Antônio lhe informar sobre a conversa com Henry e Marcelo, concordou em manter o contrato entre o Detran e a FDL. O irmão ficou responsável pelas tratativas relacionadas ao caso.
Por Jacques Gosch
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