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Assistência médica é tida como prioridade para o setor de eventos

Imprevistos, acidentes ou ocorrências que envolvam mal súbito são algumas das fatalidades que podem acontecer em eventos de pequeno, médio ou grande porte. A presença de uma equipe de atendimento médico, além de ser regulamentada por lei, sela uma relação de confiança entre o realizador do evento e o público.
De acordo com o artigo primeiro da Lei Municipal nº 4.984, é obrigatória a presença de unidades de atendimento compostas de médico, enfermeiros e ambulância com suporte de UTI, nos locais públicos e privados quando há a realização de shows, espetáculos artísticos ou qualquer evento congênere.
A lei regulamenta a disponibilização de uma unidade de assistência médica para os eventos com participação entre um mil e cinco mil pessoas e uma unidade adicional a cada vez que o número de participantes representar o dobro do limite estabelecido neste parágrafo.
A gerente comercial da Qualycare – empresa especializada em home care, remoções e atendimento pré-hospitalar –, Érika Alves de Lima, alerta para o fato de que, mesmo com a existência da lei, o ideal é a elaboração de um mapeamento personalizado, com o objetivo de garantir o serviço e estrutura adequados para cada tipo de evento e cliente. 
“Quanto maior o evento, maior deve ser a cobertura proporcionada pela equipe de assistência, com ambulância ou posto médico; pois também será maior a possibilidade de intercorrências. Optamos sempre pela aplicação do questionário de classificação de risco e a análise do perfil do evento. Eventos esportivos de até 1.000 pessoas, apesar de considerados de pequeno porte, devem contar com uma ambulância com UTI”, esclareceu.
PROPORÇÃO DO EVENTO – Como explicado por Érika, a magnitude dos eventos implica em estudos sobre as necessidades do público. Em eventos realizados com a assistência da Qualycare, é possível constatar a variação na estrutura disponibilizada, baseada na demanda e na análise estipulada pela empresa.
“Levamos em consideração o porte, o tipo e o tempo de duração do evento, se é em local aberto ou fechado, a faixa etária do público e a distribuição de bebidas alcoólicas. Este planejamento também é um diferencial”, explica.
No caso de uma festa de quinze anos, que reuniu 500 pessoas, foi necessária uma única ambulância para fazer a cobertura médica. Já uma formatura, realizada para mil pessoas, precisou de uma UTI móvel à disposição.
A organização do Festival Braseiro, que contou com a presença de 3.000 pessoas, ressaltou a importância de se ter uma equipe de saúde de prontidão caso aconteça algo durante o evento. Marco Túlio, idealizador do Braseiro, explica a razão pela qual o festival está cada vez mais empenhado em assegurar o bem-estar do público.
“O Braseiro busca ser referência em todos os aspectos. Procuramos pensar em todos os detalhes e, dentre eles, está a questão da estrutura em saúde – que é primordial. O conforto e, sobretudo, a segurança do nosso público são fatores que julgamos como dos mais importantes”, declarou Marco Túlio.
Na Expoagro, um evento de grande porte que aglomera uma média de 10.000 pessoas por dia, a estrutura de emergência foi composta por um posto médico, duas UTIs móveis e uma ambulância simples.
Thiago Alves, gestor de eventos da ZF Xperience – empresa responsável pela organização da última edição da Expoagro – ressalta a responsabilidade da produção em instruir o idealizador na contratação de uma equipe de assistência médica.
“Chegamos a um público de 50 mil pessoas durante os shows da exposição. Disponibilizar uma estrutura compatível a essa demanda, com posto médico e UTI móvel, é responsabilidade do organizador. O papel da empresa que coordena eventos é justamente alertar o idealizador para esses cuidados e, desta forma, respaldamos os nossos clientes dos riscos”, explicou.
PRIORIDADE – A assistência de saúde em eventos deve ser tida como prioridade para os realizadores, fator que motivou a publicação da Portaria nº 1.139, de 10 de junho de 2013, do Ministério da Saúde, que regulamenta os critérios relacionados aos eventos e de que forma deve ocorrer a cobertura médica.
A Resolução do Conselho Federal de Medicina nº 2012/13 também foi criada para regulamentar a presença de médicos em eventos de qualquer natureza.
Importante alertar que, para cumprir os requisitos da legislação, é primordial que a cobertura médica esteja acertada no prazo máximo de três semanas antes da realização da programação.
POR ZP PRESS
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