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Mato Grosso já registra um número elevado de veículos roubados no início de 2018

A ineficiência no controle do mercado de placas pelo DETRAN-MT contribui para o aumento dos casos de carros roubados, usados até para a troca por drogas em países como a Bolívia.
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Roubar veículos tem se tornado uma rotina comum para os criminosos que atuam no estado do Mato Grosso. Suas principais cidades e a capital Cuiabá, acompanham diariamente o retrato da violência e insegurança que dominam as áreas urbanas da cidade.  As estatísticas divulgadas refletem essa realidade e apontam para dados elevados de ocorrências policiais, o que preocupa as autoridades que realizam diariamente operações para conter a ação de quadrilhas que se estruturam em torno dessa modalidade de crime.
A capital Cuiabá e a cidade de Várzea Grande, na região metropolitana, são as que concentram o maior número de casos. As duas somaram 1.760 ocorrências de roubo de automóveis em 2017, paralelo a este dado, também foram roubadas 215 motocicletas em Cuiabá e 165 no município de Várzea Grande
A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), que atua em Cuiabá e na região metropolitana, registrou só no mês de janeiro deste ano, mais de 234 veículos roubados que já foram recuperados pela polícia. Se somadas, as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, registraram um veículo roubado a cada cinco horas no ano de 2017.

ROUBO DE VEÍCULOS NA REGIÃO METROPOLITANA DE MATO GROSSO (CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE)
 Ano
2017(Jan a Dez)
2018(Só Janeiro)
Automóveis
1.760
234
Motocicletas
380
-
Dados da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores

Um levantamento feito pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso, DETRAN-MT, revela que a frota de veículos do estado cresceu mais de 60% em apenas quatro anos. O número de veículos cresceu de 1,4 milhão em 2012 para 1,9 milhão em 2016. A capital Cuiabá apresenta a maior frota, são cerca de 404 mil veículos, já em seguida, aparece Várzea Grande, com 153.350 mil veículos.
Quanto mais veículos circulando mais bandidos são atraídos para o mercado da clandestinidade, que envolve o roubo, a clonagem e a venda de placas frias que ainda é forte e presente na região.  
O responsável pela delegacia especializada, o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, admite que a situação da segurança pública em todo Brasil é bem complicada, assim como em Mato Grosso, “estamos vivendo um momento difícil da criminalidade presente em todos os segmentos, com os casos de roubo de veículos não é diferente”.
Desde de 2016 eles fazem um trabalho constate no combate as organizações criminosas, a polícia consegue realizar um número expressivo de apreensões, mas algumas questões prejudicam o trabalho mais efetivo.
Em Cuiabá, assim como em outras capitais do país, as quadrilhas estão se especializando em roubo e clonagem de veículos, “aqui nos temos três quadrilhas de roubos de veículos com perfis bem definidos, uma que rouba os veículos para trocar por droga, armas e munições, o outro segmento é de veículos furtados para desmanche e o outro grupo que é especifico para a clonagem. Veículos roubados e furtados para adulteração e falsificação dos sinais identificadores que servem para a comercialização”.
 A polícia tem feito um trabalho árduo para combater essas quadrilhas, até mesmo nas fronteiras do país, já que no estado do Mato Grosso, as caminhonetes, por exemplo, são geralmente encaminhadas à fronteira com a Bolívia para a troca por drogas.
 Os veículos populares, por exemplo, são os mais roubados, os que mais chamam a atenção dos criminosos, pois são fáceis de negociar.
O delegado ressalta ainda questões que esbarram e dificultam uma ação mais efetiva da polícia “em Mato Grosso os bandidos conseguem com facilidade clonar as placas. Infelizmente nós estamos lutando para dificultar isso, existem fábricas de placas em qualquer local aqui, isso é um complicador no estado para a fiscalização”.
Um controle maior no mercado de placas, é fundamental para um resultado mais eficaz, assim como o investimento em tecnologia no setor “isso aí a gente tem brigado bastante com o DETRAN-MT, para ter tecnologia empregada, tanto na documentação quanto nas placas, para que possam dificultar o crime. ”afirma o delegado.
No início deste ano, uma ação da delegacia resultou na prisão de um criminoso investigado por liderar uma associação criminosa na região, o acusado era responsável por planejar furtos, roubos e as vendas de veículos na Capital. Ele também fornecia placas adulteradas para integrantes de uma organização criminosa no estado.
A polícia tem feito sua parte atuando no combate aos bandidos, prendendo chefes de quadrilhas, recuperando carros roubados, tentando identificar os falsificadores de placas, porém esse é um trabalho que não apresenta resolutividade se não houver medidas dos órgãos reguladores e de fiscalização.
O DETRAN- MT objetiva, através de portarias, controlar o mercado de placas de veículos e trazer segurança sobre o processo. Porém algumas questões fazem com que essa medida não venha trazendo os resultados esperados.
O fato de muitos proprietários de veículos conseguirem lacrar seus carros e motos com placas fora dos padrões determinados pela legislação estadual demonstra a falha na fiscalização quanto a isso, o que abre precedente o mercado clandestino atuar livremente, e, consequentemente, aumenta a incidência de clonagem veicular.

Hoje o estado possuí em torno de 115 a 120 empresas credenciados, na capital e em Várzea Grande a média é de 15 a 20 credenciados, sem medidas mais firmes fica difícil exercer uma fiscalização mais rigorosa.
Para dar mais segurança para o usuário e para o lojista trabalhar com tranquilidade é preciso implantar um sistema eficaz de controle do comércio de placas, isso facilitaria também o trabalho da polícia, como afirmou o delegado.
O combate a este crime, hoje tão presente nos estados brasileiros exige o esforço coletivo e a validação de leis que assegurem o controle através dos órgãos responsáveis. As quadrilhas são, em geral, altamente especializadas e utilizam várias estratégias para tornar o crime rentável. Se não houver mudanças e medidas que sejam executadas, as estatísticas vão continuar crescendo e o mercado ilegal ganhando cada vez mais força.
Jainara Costa
Jornalista| Assessoria de Comunicação

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