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Servidora do Detran relata momentos de tortura após prisão

Após 3 servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), que participavam de uma manifestação em frente ao Palácio Paiaguás, e o pai de uma servidora detida também ter sido preso ao tentar ver a filha na Central de Flagrantes, no bairro Planalto, o Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran-MT) vai entrar com uma representação contra os policiais militares que atuaram na repressão do movimento, na manhã desta terça-feira (31).
João Vieira
Ainda no Instituto Médico Legal (IML), onde aguardam a realização do exame de corpo de delito, a servidora Catherine Matos relatou ao Gazeta Digital os momentos de tensão que viveu ao ser detida por 3 PM’s. Segundo ela, o tratamento recebido se compara à tortura física e psicológica.
         
Veja vídeo do momento em que servidores são liberados da delegacia:
                 
“A gente está numa luta de campanha salarial há um tempo já, negociando com o governo do Estado, só que ele não faz o papel dele. Nós estávamos nos manifestando hoje lá na frente e o governo do Estado, através da Polícia Militar, nos atingiu terrivelmente tentando acabar com o nosso movimento grevista, que é legítimo, é um movimento legal. E eu fui torturada ali na Casa Civil pelos policiais militares, eu apanhei muito, eles me bateram, me jogaram dentro de uma viatura, puseram muito gás de pimenta em mim, gritaram”, relatou.
João Vieira

Servidores na chegada ao IML para exame de corpo de delito
Conforme Catherine, ao invés de ter sido levada diretamente para a delegacia, ela foi levada para a Casa Civil, onde teria sido exposta e colocada em situação que se assemelha a uma câmara de gás. “Criaram uma situação ao ponto de criar uma espécie de câmara de gás dentro do camburão, me bateram, me algemaram e ao invés de me trazer direto pra delegacia, eles me expuseram, me colocaram lá na Casa Civil presa, algemada, com gás de pimenta por cerca de uma hora e meia, me ‘deteram’ lá na Casa Civil com um cerce de policiais. Eu tô indignada! Eu tô indignada! Eu sou uma servidora que luta pelos nossos direitos, que luta pelos direitos da população”, reclamou a grevista.
A funcionária pública afirma que vai representar contra o Estado por conta dos abalos psicológicos sofridos. “Eu quero uma representação porque eu não posso ser tratada assim. Hoje em dia nem animal não pode ser exposto! Fazer o que fizeram comigo lá, me prenderam e me expuseram pra tentar inibir os outros trabalhadores que estavam ali lutando pelos seus direitos”, disse.

                      
Ao Gazeta Digital, o advogado do Sinetran, Bruno Alvares, explicou que após a coleta de depoimentos e exames de corpo de delito, medidas serão solicitadas à Corregedoria da Polícia Militar e à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
"Os servidores foram conduzidos ao Cisc Planalto. Lá eles assinaram um termo circunstanciado. Depois de submetidos a esse procedimento, eles ainda vão comparecer a uma audiência, mas eles foram encaminhados ao IML pra realizar exame de corpo de delito para apurar as lesões que eles sofreram durante a ação policial. A partir desse exame de corpo de delito e o prejuízo que eles sofreram, vai ser encaminhado pra Corregedoria e vão ser feitos pedidos de providências à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso", disse.
Outro lado
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que os procedimentos tomados durante a manifestação foram legais e foram motivados pela necessidade de liberação da via pública. Conforme a PM, antes do atrito, os servidores haviam sido avisados sobre a proibição de bloquear a rua desde o início do protesto. O uso de produtos químicos e as detenções, conforme a nota, ocorreram após várias tentativas de negociação e recusa dos manifestantes e obedecer aos pedidos. Veja a nota na íntegra:
A Polícia Militar informa que adotou medidas legais e necessárias ao restabelecimento da ordem e desobstrução de via de acesso ao Palácio Paiaguás e outros pontos do Centro Político Administrativo (CPA), obstruída em protesto de servidores grevistas do Detran-MT.
Os grevistas foram orientados a não obstruir a via tão logo chegaram ao local. O uso de composto químico e as detenções somente ocorreram depois de reiteradas tentativas de negociação e a recusa no sentido de liberar o tráfego ora impedido por cadeiras e faixas expostas na pista.
Assessoria de Imprensa da Coordenadoria de Comunicação Social da PMMT
Por Celly Silva e João Vieira
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1 comentários :

  1. Engraçado que quando interditam a nossa BR-163 o tratamento é diferente... onde está o erro? Sabemos também que muitos presidentes de sindicatos levam os deles tanto para ordem como para a baderna. E os sindicalizados achando que estão defendendo os seus interesses... Sindicato lembra PT, e o resto só imaginar...

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