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Deputados avaliam “crise entre poderes” em Mato Grosso

Os deputados estaduais demonstraram preocupação quanto à crise institucional entre o Executivo e o Judiciário em Mato Grosso. O imbróglio se deu com o início das investigações sobre o esquema de escutas ilegais no Estado, que ficou conhecido como ‘grampolândia pantaneira’, após isso o governador vem sofrendo baixas em seu secretariado por decisões judiciais, o que deixou o clima tenso entre as instituições.
“Vejo com muita preocupação toda essa situação, estamos vivendo só apagando crise. Eu acho que precisamos fazer uma reflexão conjunta com os Poderes e instituições para discutir bem e ver como vai concluir esse mandato. Mato Grosso não pode ficar a mercê de decisões judiciais e delações”, disse o primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB).
Até o momento, 6 secretários do governo já foram alvos de alguma ação judicial. Nesta quarta-feira (27) a Polícia Civil prendeu 2 secretários e 2 ex-secretários de Pedro Taques por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri por causa da “grampolândia”. Eles são acusados de obstrução à Justiça e tentavam gravar o desembargador Orlando Perri a fim de usar qualquer frase sua fora de contexto para montar uma farsa e pedir seu afastamento das investigações em andamento através de 6 inquéritos policiais autorizados pelo desembargador.
Na semana passada, o secretário estadual de Saúde Luiz Soares foi preso por descumprir uma liminar que obrigava o Estado a custear tratamento para uma criança e fornecer o medicamento canabidiol (à base de maconha) e na quinta-feira (28) o secretário de Comunicação, Kleber Lima, foi afastado do cargo também por decisão judicial proferida numa ação por improbidade sob acusação de assédio contra servidores do Gabinete de Comunicação (Gcom).
O deputado Silvano Amaral (PSDB) afirmou que a situação atrapalha a governabilidade. “Ninguém está acima da lei, é um processo democrático legal. Só é lamentável que ele tenha atacado a justiça. Existem denúncias graves sobre os grampos, é uma ditadura, onde você usa o próprio governo em favor de si. Atrapalha a governabilidade, porque são secretários que foram tirados”.
Romoaldo Junior (PMDB) disse que a situação prejudica ainda mais a situação financeira do Estado. “Está na hora de os Poderes se entenderem, isso é muito ruim para o Estado. Quem errou tem que pagar, mas isso atrapalha a governabilidade, o desenvolvimento, a segurança a população não quer ver isso. Se eu fosse um investidor eu ficaria muito inseguro de investir aqui”, disse o parlamentar.
Por A Gazeta
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