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Promotores de justiça também estariam envolvidos em esquema de grampos ilegais



Na decisão em que decretou as prisões preventivas de oito pessoas, o desembargador do Tribunal de Justiça Orlando Perri afirmou que tomou a decisão sem pedir manifestação prévia do Ministério Público Estadual (MPE), mas com base na representação da delegada especial Ana Cristina Feldner, porque existem nas investigações indícios de que promotores de justiça estejam envolvidos com a organização criminosa que atuava na prática de interceptações telefônicas ilegais no Estado. 

Os oito presos da operação “Esdras”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) são: o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira; do secretário afastado de Segurança Pública, delegado Rogers Jarbas; dos ex-secretários da Casa Civil e da Casa Militar, o advogado e primo do governador Pedro Taques (PSDB), Paulo Taques e coronel Evandro Lesco; do sargento da Polícia Militar João Ricardo Soler, do major PM Michel Ferronato, da esposa do coronel Lesco, Helen Christy Lesco e de José Marilson da Silva.

Todos se encontram, neste momento, no Fórum de Cuiabá, aguardando o início da audiência de custódia, antes de serem levados para unidades prisionais.
Consta no decreto de prisão que a participação de membros do Ministério Público foi citada no depoimento do tenente-coronel José Henrique Costa Soares, que figurou como testemunha nas investigações. Segundo ele, haveria um “grupo do Ministério Público” interessado no afastamento do desembargador Orlando Perri das investigações sobre a chamada “grampolândia pantaneira”.
“Por esta razão, as próprias autoridades policiais pleitearam, em sua representação, a manifestação postergada do órgão ministerial, sob o argumento de não possuir, ainda, nome de todos ‘os membros cooptados pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA’, cujo requerimento reputo, no caso em apreço, de todo plausível”, afirmou o magistrado em seu decreto.
Além disso, o magistrado explicou que deixou de pedir manifestação prévia do MPE para decretar as prisões pelo fato da necessária urgência na tomada de medidas e também por causa do sigilo absoluto das diligências.
De acordo com Perri, o Ministério Público Estadual tem levado em média sete dias para se manifestar sobre pedidos feitos por ele, o que “em razão de sua urgência, poderá prejudicar o cumprimento das diligências”., disse.
Além disso, Orlando Perri também destacou que a necessária urgência se dá por conta das ameaças que o tenente-coronel Soares e seu filho vêm sofrendo após o depoimento prestado, envolvendo os promotores, cujos nomes não foram revelados. “(...) colocando em risco, inclusive, a integridade física e moral da testemunha José Henrique Costa Soares, como também a do seu filho, também ameaçado por membro da organização criminosa”, diz trecho dos autos.
A reportagem procurou a manifestação do Ministério Público Estadual sobre a acusação, mas foi informada que o procurador-geral de Justiça Mauro Curvo está em viagem e que um posicionamento será divulgado em breve. 
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