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Parto normal sem dor é realidade e um direito da mãe

A dor do parto normal. Não há mãe de primeira viagem que não faça conjecturas sobre como é este momento. A dramaturgia e a literatura também não ajudam muito a tornar o tema menos nebuloso. Diretores e escritores costumam pesar a mão nas cenas de nascimento – e o resultado são muitos gritos e lágrimas. Mas, nem sempre (nem para todas) a dor do parto normal é algo tão descomunal. Hoje, optar pela analgesia tornou-se um direito da mulher.

Conforme explica o gestor da equipe de anestesia do Hospital Santa Rosa, o médico anestesiologista Cássio Henrique Arruda Régis, saber mais sobre a dor do parto é o primeiro passo para encará-la com naturalidade. Por isso, em vez de alimentar ansiedades enquanto espera o bebê nascer, a mãe deve se preparar para o momento.

“No trabalho de parto, há progressivas contrações do útero e dilatações do colo uterino, o que faz com que a intensidade da dor aumente e diminua constantemente. Apesar de ser decorrente de um processo fisiológico, hoje – em pleno século 21 – existem formas de lidar com ela para que o desconforto físico não se transforme em sofrimento psíquico. Aliás, a tranquilidade da mulher é primordial na hora do parto”, esclarece.

Para muitas mulheres, como toda situação-limite, o ato de parir envolve uma dose de intensidade provavelmente nunca antes experimentada. Da mesma forma, uma mesma mulher pode ter experiências distintas de acordo com o contexto e o nível de relaxamento. Neste viés, Cássio complementa que com o consentimento da parturiente e bem administrada, a analgesia pode ser valiosa.

"Toda mulher pode e tem o direito de dar a luz de forma natural, tranquila e sem sofrimento. Durante o trabalho de parto, a mulher tem um bebê querendo sair. Ou seja, ela precisa relaxar a musculatura para a passagem. Mas, com dor, o cérebro a manda contrair. Fica uma guerra interna. Com a analgesia, o benefício é fantástico – a mulher relaxa, o que facilita o trabalho de parto e a relação positiva entre a mãe e bebê”, pondera.

TIPOS DE ANALGESIA – De acordo com Cássio, há três tipos de analgesias farmacológicas mais comuns para parturientes: a raquianestesia (a famosa “ráqui”), a peridural e o duplo bloqueio com cateter, considerado o ‘padrão ouro’ na área. Ao contrário da anestesia, que é mais complexa, a analgesia não impede os movimentos ou a capacidade de sentir o nascimento.

“O objetivo desses, bem como de outros métodos [farmacológicos ou não] que facilitam a chegada do bebê ao mundo e reduzem a dor física, é tornar o parto menos traumático para a mãe e para a criança. No caso da analgesia, a mulher continua em trabalho de parto, sente o nascimento, vê a criança nascer de forma consciente, mas sem dor e sem perder a força muscular. Normalmente, é aplicada quando solicitada pela mulher, já que a dor é algo pessoal – cada um tem a sua”, ressalta.

Na técnica da peridural, a analgesia é aplicada aos poucos, por um cateter fino que fica nas costas, conforme a parturiente sente necessidade – fazendo efeito em cerca de 15/20 minutos. Enquanto que na raquianestesia, utiliza-se um volume menor de anestésico, com efeito quase imediato e duração mais curta.

“Outra opção é o ‘duplo bloqueio’, uma mistura da analgesia peridural com a raquianestesia. Por meio dele, a mulher conta com o efeito rápido da ‘ráqui’ e a flexibilidade da peridural – com o benefício do cateter para reaplicação, se for necessário. Todas as analgesias são procedimentos seguros, com poucas contra-indicações e complicações. As mais comuns são a hipotensão arterial, náuseas e vômitos – que podem ser controladas perfeitamente pelo anestesista experiente. Em alguns casos, dependendo da qualidade das contrações uterinas, pode provocar um aumento no tempo do trabalho de parto”, explica.    
  
PARTO ADEQUADO – Tal conscientização sobre os métodos de analgesias e controle da dor acabam por também influenciar na escolha da via de parto. “Todos sabemos que o parto normal é o melhor tanto para a mãe como para o bebê. Mas, ainda ficou incutido na cabeça das mulheres há milênios que ter a dor do parto é normal. É preciso rever esses conceitos e evitar cesarianas desnecessárias”, enfatiza o médico anestesiologista.  

Em Mato Grosso, o Santa Rosa aderiu à segunda fase do Projeto Parto Adequado – que prevê a redução das altas taxas de intervenções desnecessárias no país, bem como pretende desmistificar o medo e o receio das mães sobre o parto normal. A iniciativa é desenvolvida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com apoio do Ministério da Saúde. 

ESTRUTURA – O Santa Rosa apresenta em sua estrutura uma suíte PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto) com ambientação para redução de ruídos e iluminação adequada, banheira, bola, banqueta ergonômica, barra espaldar (métodos não farmacológicos de alívio de dor) e um moderno equipamento de anestesia, que proporciona maior segurança ao local. Durante todo o processo de parto a gestante poderá contar com a presença de um acompanhante.

Além disso, a instituição conta com uma equipe de enfermeiras obstetras e berçaristas; plantão de anestesistas de corpo presente e obstetras 24 horas; pediatras para recepcionar os recém-nascidos; e UTI Neonatal e Adulta para garantir toda segurança necessária à mãe e ao bebê durante e após o procedimento.

ACREDITAÇÃO – Prestes a completar 20 anos, o Hospital Santa Rosa é o único hospital do Centro-Oeste certificado pela Acreditação Canadense, nível Diamond – uma das principais certificações de qualidade em saúde no mundo. A instituição também é certificada em Excelência, Nível III, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Assessoria de Imprensa Hospital Santa Rosa - ZF Press
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