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Manifestantes bloqueiam outro ponto da BR-163 no Pará contra medida alterando área ambiental para viabilizar ferrovia

O segundo dia de bloqueio da rodovia federal está ocorrendo nas proximidades da Comunidade Vilizol, no município de Novo Progresso (596 quilômetros de Sinop), esta manhã. A passagem de veículos foi impedida com algumas toras, um trator e um caminhão que foram incendiados em apreensões de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Novo Progresso (PA), Agamenon da Silva Menezes, nos próximos dias o tráfego também será interrompido nos pontos conhecidos como Pró-Leste, em Moraes de Almeida, Bela Vista do Caracol, Trairão e Miritituba. “Caso o governo federal não entenda nossas reivindicações, a interdição começará novamente na Serra do Cachimbo com fechamento às 7h e liberação no mesmo horário do outro dia. 

Em todos os pontos serão assim. Haverá uma rotação no bloqueio nestes pontos até ocorrer envio do projeto definitivo ao congresso nacional”. A interdição começou  em um trecho da Serra do Cachimbo, no município de Castelo dos Sonhos, ontem. Alguns manifestantes levaram faixas cobrando regularização fundiária dos assentamentos, presença de representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da superintendência da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). 

De acordo com o presidente do sindicato, a interdição será de 24 horas neste ponto. Nos próximos dias O protesto é contra mudanças que definem áreas ambientais. Lideranças em Novo Progresso, por exemplo, apontam que a alteração prejudicaria já que o projeto da construção da ferrovia, que liga Sinop ao Porto de Miritituba (que será feita por grandes empresas do agronegócio). Um dos líderes do manifesto aponta que, "devido a passagem da Ferrogrão foi ‘barganhada’ uma área do parque por uma área produtiva do município" o que pode resultar na "falência do principal setor que movimenta o comércio. Ficarão apenas 3,9% das áreas do município para produção agrícola. 

Ou seja, mais de 230 mil hectares de terras produtivas vão virar área de preservação ambiental e não existe projeto para beneficiar os agricultores e a cidade” O presidente Michel Temer (PMDB) vetou no mês passado, integralmente, a Medida Provisória 756/16 que altera os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, desmembrando parte de sua área para a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim. Conforme Só Notícias já informou, a medida altera os limites do Parque Nacional do Parque Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental Rio Branco para ser construída a ferrovia, chamada de Ferrogrão, que será construída paralela a BR-163, começando em Sinop e indo até Miritituba, no Pará, e será construída por grandes empresas no agronegócio. 

Temer vetou mudança feita pela Câmara que aumentou em 100 mil hectares a transformação em APA no Parque Nacional do Jamanxim, que não estava na proposta original. As principais diferenças de uma Flona para uma APA são que a floresta nacional permite apenas a presença de populações tradicionais, sendo que as áreas particulares incluídas no seu limite devem ser desapropriadas. A APA admite maior grau de ocupação humana e a existência de área privada.
Por Só Notícias/Cleber Romero (foto: assessoria)

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