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Mato Grosso registrou mais de 320 casos de estupro de crianças neste ano

Conversar sobre sexo com crianças e adolescentes ainda é um tabu social. No entanto, o diálogo familiar pode ajudar a quebrar as barreiras do medo e auxiliar no combate aos casos de abuso a menores. Esta é a avaliação do delegado Claudio Santana, titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso (DEDMCI) em Várzea Grande.

CRIANÇA ESTUPRO PEDOFILIA

Nos quatro primeiros meses do ano, foram registradas 322 ocorrências de estupro a crianças (0 e 14 anos) e 74 a menores (15 a 17 anos) no Estado. Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceac) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Os números correspondem a uma média de 99 abusos contra crianças e adolescentes em Mato Grosso, por mês, sendo 21 na capital.
A Segurança Pública reforça suas atividades preventivas para conter os índices relacionados a esta modalidade de crime, que é silencioso e devastador. “Toda estrutura familiar fica comprometida neste processo, a vítima na maioria das vezes é abusada por alguma pessoa da família ou alguém próximo, o medo de contar a alguém deixa ela suscetível a revitimização. Por isso, é importante dar abertura para falar sobre o assunto em casa. Uma criança segura, que sabe e sente o apoio familiar fica menos vulnerável a um abusador”, destaca o delegado.
A maioria dos casos de abuso a menores é identificada por meio de denúncias anônimas. A DEDMCI realiza diversas atividades em escolas das redes municipal e estadual para divulgar medidas preventivas e reforçar a importância da denúncia na repressão a este crime.
“Uma equipe da unidade faz periodicamente visitas nas escolas e mostra como identificar um abuso e os meios de denunciar. Isso é importante pois muitos casos não chegam até nós por que a família e a vítima estão sendo ameaçadas ou desconhecem os meios de denunciar”, falou Santana.
Em Cuiabá, crianças e adolescentes que passam por situações de abuso são encaminhadas às unidades do Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) para acompanhamento psicossocial.
Suiane Almeida, psicóloga da unidade na região central da Capital destaca que a maioria das vítimas são crianças, entre 6 e 13 anos, do sexo feminino. A profissional reafirma também o medo dessas vítimas em denunciar o abusador. “‘Ninguém vai acreditar em você’, ‘se você contar para alguém eu vou te bater’. Essas ameaças colocam a vítima indefesa e a desencoraja a procurar auxílio ou denunciar” relatou a psicóloga.
Como denunciar
O ‘disque 100’ é um canal de denúncias Nacional que recebe, monitora e dá encaminhamento a denúncias de violação dos direitos humanos. É um serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da Presidência da República.
Na capital e no interior do Estado, as denúncias podem ser feitas pelos números de emergência da Polícia Judiciária Civil 197 e 181.
Da redação
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