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JBS: senador e 6 deputados federais estão na lista de doações na delação

Sete dos 11 parlamentares da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional (oito deputados federais e três senadores) constam na lista entregue à Procuradoria Geral da República (PGR) pelos delatores Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. A informação é do site Congresso em Foco que teve acesso aos nomes.
O único senador que aparece na lista é Wellington Fagundes (PR), no entanto, os valores não foram informados. Dos oito deputados federais, seis estão presentes, sendo eles Adilton Sachetti, Fabio Garcia (ambos do PSB), Carlos Bezerra, Valtenir Pereira (ambos do PMDB), Ságuas Moraes (PT) e Victório Galli (PSC). O montante repassado aos parlamentares soma R$ 930 mil durante a eleição de 2014.
Conforme a planilha, a JBS foi mais generosa com Bezerra que teria “abocanhado” R$ 500 mil, seguido por Fabio e Ságuas que receberam R$ 150 mil cada.  Já R$ 50 mil foram doados a Sachetti e Valtenir. Outros R$ 30 mil repassados a Galli.
Ao todo, segundo o site, um em cada três parlamentares receberam dinheiro da JBS. Conforme a planilha, quase 200 políticos receberam R$ 107 milhões. De acordo com os delatores, a maior parte dos repasses era propina, mesmo em casos de doação oficial registrada no TSE. Foram “contemplados” 167 deputados federais, de 19 partidos, e 28 senadores.



























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 Acima, os deputados federais de MT  Ságuas Moraes, Carlos Bezerra, Fabio Garcia, Adilton Sachetti, Victorio Galli, Valtenir Pereira e o senador Wellington Fagundes
Outro lado
O senador Wellington, por meio da assessoria, preferiu não se pronunciar por enquanto. No entanto, enfatiza que as doações estão contabilizadas pelo TRE, vieram do partido e foram aprovadas. O deputado Bezerra segue a mesma linha e diz que doações foram legais e constam na Justiça Eleitoral. “É caixa 1”, afirma o peemedebista ao .
Ao Congresso em Foco, Valtenir, à época no Pros, disse que a JBS doou ao partido e não ao deputado. A sigla por sua vez, repassou a diversos candidatos. Valtenir alega ainda que a informação era de que o recurso advinha do Fundo Partidário e não da empresa. Pontua que a doação foi devidamente contabilizada e constou da prestação pública de contas apresentada e aprovada pela Justiça Eleitoral.  Segundo a prestação de contas do deputado, o valor foi doado ao partido e repassado ao parlamentar.
Na mesma linha, Ságuas afirma que os repasses foram feitos pelo PT, que recebeu dinheiro da JBS. “Agora fica o constrangimento. A gente sabe que hora ou outra alguém está sendo investigado, mesmo que tenha recebido dinheiro por partido, mas a origem foi da JBS. Você acaba sendo associação com empresa mesmo sem nunca ter tido relação com a empresa”, diz acrescentando que a doação foi legal e consta na prestação de contas. 
Os deputados Fabio Garcia e Sachetti afirmam que a doação foi feita por meio do partido, e não uma doação direta da JBS. Victório Galli não retornou as ligações.
Por Tarso Nunes
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