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Deputado Silvano é contra desvio e defende travessia urbana na 'terra do pastel'

Parlamentar alerta que desvio decretará falência do município e pode deixar 600 desempregados
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Após participar de uma reunião em Brasília, na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o desvio da BR163/364, em Jangada, o deputado estadual Silvano Amaral (PMDB) voltou a tratar do assunto durante Audiência Pública realizada na manhã desta sexta-feira (31), na Câmara Municipal de Jangada. Silvano alerta que o município poderá sofrer reflexos negativos na economia local caso o tráfego de veículos, que hoje passa por jangada, seja desviado do centro da cidade, que há anos tornou-se parada obrigatória de motoristas.

“Permitir que isso aconteça é uma atrocidade. É o mesmo que transformar Jangada em um deserto. A maioria dos comerciantes depende dessa rodovia para garantir seu sustento. É ali que tudo acontece. Os comerciantes estão ali. Jangada é conhecida no Brasil inteiro por ser a Capital do Pastel. Já faz parte do calendário cultural do município. E o que defendemos aqui é a instalação da travessia urbana”, disse Silvano.

Na reunião em Brasília, o prefeito de Jangada Edérzio de Jesus Mendes (popurlamente conhecido por Garrincha), sugeriu que a construção de uma travessia urbana seria mais viável que a construção de um contorno, como previsto no projeto do Departamento Nacional de Transportes Intermunicipais (Dnit). Garrincha explicou ao diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos que a construção poderá trazer prejuízos irreparáveis tanto aos comerciantes quanto aos empregados. Cerca de 600 trabalhadores.

Já durante audiência, em Jangada, a população indagou o representante da concessionária Rota D’Oeste, quanto aos prazos, mudanças no projeto e as praças de pedágios, 9 no total, que já funcionam. Vale ressaltar que dos 450 quilômetros previstos da obra, apenas 120 quilômetros da rodovia foram duplicados.

O empresário Valdizar Andrade (57), defende que haja um plano sócio-economico a fim de que os comerciantes não saiam prejudicados. Para ele, que está na cidade há 26 anos “é difícil acreditar que depois de décadas, Jangada, que é conhecida como a ‘terra do pastel’ e depende exclusivamente da rodovia para o aquecimento da economia, discuta a construção de um desvio que prevê a demissão de centenas de trabalhadores”, ressaltou.

Um levantamento feito pela prefeitura de Jangada aponta que além das desapropriações de todos os comerciantes instalados na BR-163, tal fato provaria a demissão de pelo menos 600 empregados. Vale ressaltar que a concessão tem um prazo de 5 anos para que as obras sejam entregues, mas apenas um terço do serviço foi executado até agora.

“O que queremos é que essa obra traga melhorias para quem fomenta a economia de Jangada. Afinal de contas são os donos de estabelecimentos comerciais que mantém a economia do município. A discussão sobre o tráfego de veículos e as condições físicas da rodovia é pauta de uma discussão milenar, devido aos inúmeros acidentes envolvendo condutores e pedestres, principalmente com vítimas fatais. Fato é, que a BR-163 (trecho de Jangada) hoje é conhecida como a ‘rodovia da morte’, devido aos riscos que envolvem condutores e pedestres. Só no ano passado, na BR-163, a Rota do Oeste registrou 103 óbitos.

Para o engenheiro civil e morador de Jangada, Toni Rachid concordar com o desvio é o mesmo que decretar o estado de falência da cidade. “Aqui (em Jangada) todos dependem dessa rodovia. Precisamos fomentar a cidade do pastel e lutar contra a construção do desvio. Nós não podemos e não vamos admitir que isso ocorra e iremos até as ultimas conseqüência para evitar que essas mudanças aconteçam”, destacou.

Já o comerciante e ex-vereador da cidade, Justino Patrocínio comparou Jangada à Nobres que a há quase quatro décadas viveu um caso semelhante.

“Imagina um município como o nosso, se dependesse apenas dos poucos moradores que vivem na cidade. Só para se ter uma idéia, em média 12 mil carretas passam por Jangada todos os dias. Isso significa consumo para quem tem comercio na cidade, principalmente ao entorno da rodovia. Nobres já passou por isso também e morreu há 35 anos, porque na época, talvez, ninguém tenha abraçado a causa como nó estamos fazendo, hoje. Jangada não pode simplesmente aceitar esse desvio. Nós não vamos cruzar os braços”, avisou.

O diretor de operações da Concessionária, Fábio Abritta classificou o trecho que dá acesso à Jangada como “o pior trecho” de toda rodovia. “Estamos fazendo de tudo para executar o melhor serviço possível na região de Jangada. “Temos consciência de que pegamos um projeto antigo do Dnit e estamos colocando dentro das características de uma rodovia”, elucidou Abritta. O investimento desse trecho é de R$ 80 milhões.

AUDIÊNCIA PÚBLICA – No dia 6 de abril a Assembleia Legislativa realiza uma audiência pública para discutir pontos importantes relativos à concessão com a Rota do Oeste, além dos prazos e valores da obra.  O encontro será realizado no auditório Milton Figueiredo, às 14 horas, na Casa de Leis.
Por Joelma Pontes
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