Publicidade 1
Publicidade 1

Antonio Joaquim diz que Taques é arrogante, injusto e desrespeitoso

Por Celly Silva, repórter do GD

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antonio Joaquim, chamou o governador Pedro Taques (PSDB) de “desproporcional” e “injusto” com os membros técnicos e auditores públicos externos da instituição, que está buscando na Justiça obter dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) para a conclusão de uma auditoria no controle de exportações.
Por meio de uma nota, Antonio Joaquim rebateu as críticas feitas pelo governador em uma mensagem que “vazou” em grupos de WhatsApp, na manhã de terça-feira (25), em que este acusa o presidente do TCE de agir com interesse eleitoreiro ao cobrar dados sigilosos da Sefaz para a auditoria e ainda chama o TCE de “puleiro”. A autoria da mensagem não foi negada por Taques, que reforçou seu descontentamento com Antonio Joaquim em evento público no Palácio Paiaguás.
Isso porque Antonio Joaquim já declarou estar disposto a disputar a campanha eleitoral de 2018, ou seja, será rival de Taques, que tentará reeleição.
Segundo o presidente do TCE, o governador está “gastando munição com alvo errado” ao remetendo à eleição uma questão institucional. “Jamais permitirei contaminar a minha gestão na Presidência do TCE-MT com questões político-eleitorais, pois não vou violentar os meus limites morais e éticos”, disse.
Joaquim também chamou Taques de arrogante ao acreditar que é dono do Estado e querer interferir no trabalho das demais instituições. “O Sr. Governador precisa ter a humildade para entender que não é dono do Estado e não pode e nem deve querer ficar definindo a agenda das outras instituições. Ele precisa respeitar os outros Poderes e órgãos independentes. A sua arrogância não me assusta. Estamos em uma democracia”.
Em resposta ao governador, que comparou o TCE a um “puleiro”, o presidente do tribunal defendeu os servidores que lá trabalham. “Na ânsia de atingir um, atingiu a intituição”. Ele também apontou incoerência na postura de Taques, que é ex-membro de órgão fiscalizador, no caso, o Ministério Público. “Aos auditores e membros, peço que relevem a esgarçada reação. Embora não posso deixar de estranhá-la completamente, pois trata-se da reação de um ex-membro do Ministério Público, que agora se arvora contrário ao controle externo no procedimento de arrecadação de receitas públicas”, disse.
Conforme divulgou o Gazeta Digital, o TCE entrou na Justiça contra o Estado exigindo documentos sigilosos necessários par uma auditoria e cuja negociação era feita desde agosto do ano passado, mas com parecer negativo da Procuradoria Geral do Estado (PGE) somente em abril deste ano, sob a alegação de inconstitucionalidade.
Veja a nota de Anotnio Joaquim na íntegra:
“Nas primeiras horas do dia de hoje, tomei ciência de declarações de autoria do governador Pedro Taques a meu respeito e também a respeito do TCE. Não vejo como necessário refutar ponto a ponto, mas creio que alguns esclarecimentos sejam necessários.
O sr. Governador, a meu ver, está está gastando munição com alvo errado. Foi desproporcional e injusto com o TCE-MT, com os seus membros e com os técnicos e auditores públicos externos. O Tribunal de Contas busca cumprir sua missão constitucional ao fiscalizar receitas e despesas públicas.
O Sr. Governador precisa ter a humildade para entender que não é dono do Estado e não pode e nem deve querer ficar definindo a agenda das outras instituições. Ele precisa respeitar os outros Poderes e órgãos independentes. A sua arrogância não me assusta. Estamos em uma democracia.
Eu tenho orgulho da minha biografia e, como presidente do TCE-MT, exijo do sr. Governador o mesmo respeito que lhe tributo no desempenho de sua função. Jamais permitirei contaminar a minha gestão na Presidência do TCE-MT com questões político-eleitorais, pois não vou violentar os meus limites morais e éticos. Respeito demais a minha história e a instituição que honrosamente sirvo com determinação.
Ao se referir ao TCE-MT como um “puleiro”, o sr. Governador agride a todos que nele trabalham. Na ânsia de atingir um, atingiu a instituição Tribunal de Contas. Aos auditores e membros, peço que relevem a esgarçada reação. Embora não posso deixar de estranhá-la completamente, pois trata-se da reação de um ex-membro do Ministério Público, que agora se arvora contrário ao controle externo no procedimento de arrecadação de receitas públicas. 
O acesso às informações é necessário para qualquer auditoria e o TCE se dispôs a até assinar termo de transferência para garantir a preservação do sigilo fiscal. À propósito, entendo que a verdadeira transformação só ocorre quando existe verdadeira transparência aos órgãos de controle. 
Aos auditores e técnicos, que estão à frente das auditorias, reafirmo a confiança do Colegiado de Conselheiros, Conselheiros Substitutos e Procuradores de Contas. Pois são eles que lidarão com as informações que estão protegidas por sigilo fiscal. Sei da responsabilidade e retidão dos que realizam a fiscalização das receitas públicas e atuam no controle externo da gestão pública”.

Veja a mensagem de Pedro Taques:

“O TCE MT, a meu ver está se permitindo rebaixar mais uma vez.

A primeira vez aconteceu quando permitiu as negociatas de venda de vagas, antes veladas e agora Reveladas por denúncias que pipocam a todo lado. Ali teve de tudo pra ocupar vaga, até Conselheiro hereditário.

A segunda vez foi quando permitiu que todas as negociatas do Governo Silval (antes supostas e agora expostas) acontecessem embaixo das suas barbas, seja por conivência ou por incompetência. Cabe a ressalva de que o TCE esteve presente na Secopa, com auditores permanentes lá, com este mesmo modelo "inovador" de auditoria durante a execução. Deu no que deu: obras de péssima qualidade, sem prazos, com descontrole total. Sobrou pra gente organizar essa zona.

Agora, se permite servir de trampolim (ou seria puleiro ?) eleitoral para o seu presidente, auto-declarado candidato, chamar para si holofotes em ações politiqueiras, midiáticas e desprovidas de valor real.

Nada justifica que, ao invés de analisar os dados e sistemas de controle, querer acesso a CPFs e valores individuais. Não interessa a eles os processos, mas sim os nomes. Quer prospectar CPFs com que interesse ? Avaliando o potencial dos contribuintes para Futuras doações de campanha ? Muito estranho tudo isso."
 
Compartilhar no Google Plus
    Comentar com o Site
    Comentar com o Facebook

2 comentários :

  1. nem chegou ano de eleição e os políticos estão em polvorosa,imaginamos como será o ano que vem, nas campanhas descobriremos quem será o mais santo.

    ResponderExcluir
  2. E mesmo assim o povo vota neles de novo.

    ResponderExcluir

Comentários são de responsabilidade se seus autores

Copyright © Roteiro Notícias - Guarantã do Norte e Região
Rua Natal, 550 – Jardim Vitória – Guarantã do Norte - MT
Email: celioroteiro2009@hotmail.com - Fone: (66) 9604 - 2681
Todo material deste site pode ser reproduzido ou editado desde que citada a fonte: Roteiro Notícias
WEBSITE DESENVOLVIDO POR:

Tenha um site!