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No Dia Internacional da Mulher, Sindepojuc parabeniza escrivãs

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher – 08 de Março, o Sindicato dos Escrivães de Polícia Judiciária Civil – Sindepojuc, parabeniza e destaca a importância do trabalho das escrivãs, que não medem esforços para realizar suas funções profissionais conciliadas com os cuidados do lar. Muitas barreiras precisaram ser quebradas para a consolidação da força feminina nessa área, que já foi vista como exclusiva do mundo masculino. Hoje, aproximadamente 60% do efetivo são de policiais escrivãs.

Em homenagem a elas, o Sindepojuc ouviu algumas delas sobre os desafios que enfrentaram para vencer toda forma de preconceito, assédio e tripla jornada de trabalho. O resultado pode ser visto na excelência do trabalho desenvolvido por mulheres nas delegacias.

De acordo com o presidente do Sindepojuc, escrivão Davi Nogueira, o trabalho evoluiu com a inclusão de mulheres na PJC, que se intensificou ainda mais nos últimos 10 anos. Lembra que antes, era um ambiente quase que exclusivamente masculino. “A mulher é importante para a polícia devido à sensibilidade que ela tem. Tanto que é a responsável por essa transformação ocorrida nos últimos anos na polícia, que passou a ser mais técnica porque a mulher consegue lidar melhor com situações de estresse e pressão, fatos comuns na Polícia Judiciária Civil”.

Davi assegura que a sociedade só tem a ganhar com a presença das policiais nas delegacias, pois tem a conotação de mãe e a vítima se sente mais acolhida com a presença feminina. “A mulher teve que enfrentar o preconceito e conseguiu o espaço dentro da polícia. Hoje, problemas de assédio estão quase que extinto e isso se deve à atuação firme da mulher, que mostrou à sociedade que é profissional qualificada e muitas vezes mais dedicada que o próprio homem”, afirmou Davi.

É dessa forma que a escrivã Janaína Paula Brito de Souza Silva, duas filhas, atua desde 2007, quando iniciou a carreira em Pontes e Lacerda. Ela reforça a tese de que a imposição é fundamental para a mulher se firmar no mercado de trabalho. Especialmente, no ambiente policial em que há contato direto com criminosos. “Se você não se impõe, sofre até com assédio praticado por bandidos dentro da delegacia. O mundo policial sempre foi masculino, sendo a grande maioria machista. Por isso, temos que nos impor para desempenharmos um bom trabalho, muitas vezes, melhor que os homens, pelos cuidados e perfeccionismo que temos naturalmente”, destacou Janaína, ao garantir que se sente realizada por colaborar e servir a sociedade no combate ao crime.

Da mesma forma, a escrivã Olga Eliane Pinto Santos recorda que precisou enfrentar o machismo para se realizar profissionalmente. À época, em 1989, ainda era forte a ideia de que mulher não deveria ir para as ruas combater o crime. O ideal era que exercesse apenas o trabalho administrativo. Lamenta que a mulher foi muito discriminada e, se trabalhasse na polícia, era vista como homossexual ou de vida fácil.

“Dentro desse circuito, além do machismo, tinha também o assédio sexual mais velado. De lá pra cá acredito que melhorou 90%, vencemos muitas barreiras. A exigência do ensino superior para o ingresso à corporação também ajudou a evoluir o cenário, principalmente no interior onde o preconceito é maior. Mas, sem dúvida, saber me posicionar valeu muito à pena”, afirmou.

A escrivã Indianara Bertoldo Vespena Ribeiro sabe bem o que é ter tripla jornada. Ela concilia o trabalho na Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá com os cuidados do lar e do casal de gêmeos de 7 anos. A filha é especial e precisa de tratamento contínuo. “Tive que lutar pelo meu espaço para ser respeitada. As coisas foram mudando a partir do momento que a mulher deixou de ser submissa e se impôs. Hoje temos o respeito profissional e o conhecimento que também nos ajuda a ganhar mais espaço”.
A escrivã Rosemari Bressan explica que boa parte das melhorias se deu pela persistência e força feminina. Observa que a mulher é mais organizada e dedicada, mas que o reconhecimento ainda é mínimo ou inexiste.

“Mesmo assim, acredito que o ambiente melhorou um pouco. Muitos avanços foram introduzidos por nós mesmas, pois quando chegamos nas delegacias melhoramos nossos cartórios com recursos próprios para dar um toque feminino, afinal, as repartições públicas ainda deixam a desejar”.

Escrivãs em defesa da mulher
Desde a instituição da Lei Maria da Penha, novos avanços foram registrados. A Delegacia da Mulher passou a ser importante instrumento em defesa de vítimas da violência doméstica.

Policial há 5 anos, lotada na Delegacia da Mulher de Várzea Grande, Dayane Souza Reis ressalta a imparcialidade como um grande desafio diário na busca da verdade dos fatos. Relata que existem casos que chocam a sociedade, e as policiais devem deixar o sentimento pessoal de lado para desempenhar bem o trabalho. É dessa forma que para ela, a mulher conseguiu provar à sociedade que é possível ser esposa, mãe e cumprir o seu trabalho com maestria, inclusive funções que eram desempenhadas praticamente por homens

“Hoje em dia lugar de mulher é onde ela quiser. É claro que ainda temos muito que conquistar como a igualdade salarial, pois diversos estudos apontam que no Brasil a mulher ganha até 30% menos que o homem, com a mesma idade e nível de instrução”, disse Dayane.

Violência Doméstica que assusta
Dentre os casos que assustam a sociedade, Dayane relata um registrado em março de 2012, de uma cabeleireira que enfrentou dias de tortura ao terminar o relacionamento com um caminhoneiro violento. Inconformado com o fim do namoro, o homem a obrigou a viajar de caminhão com ele. Amarrada e sendo torturada durante todo o percurso, não foi assassinada porque jurou que reataria o relacionamento.

Assim que chegaram da viagem, ela o denunciou na Delegacia Especializada. Mas, ao saber sobre as Medidas Protetivas, o homem foi armado até o salão onde a vítima trabalhava e a obrigou a subir em sua moto para levá-la a um lugar ermo. No caminho, a vítima sentindo que sua vida estava em risco pulou da moto, e o suspeito efetuou vários disparos em sua direção, sem êxito.

Por sorte, logo atrás estava uma viatura da polícia com dois investigadores que trocaram tiros com o suspeito e conseguiram efetuar a sua prisão, resguardando a vida de mais uma vítima, que engrossa a estatística da violência doméstica que assusta toda a sociedade.
 Da Assessoria



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