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Fazenda de Jango em MT quase virou ''rota'' da máfia italiana

Livro do jornalista Leandro Demori conta a história do mafioso italiano e de seu grupo 
Por 24 Horas
Fazenda de Jango em MT quase virou ''rota'' da máfia italiana
O mafioso tentou comprar uma fazenda no Mato Grosso do ex-presidente João Goulart 
No dia 2 de novembro de 1972, Tommaso Buscetta fez uma viagem diferente. Em um avião militar, cercado por homens do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), viu os policiais abrirem a porta da aeronave e ameaçarem lançar sua esposa, Maria Cristina de Almeida Guimarães, para a morte. Só então o italiano admitiu que não era Tomás Felice, sua identidade falsa, mas o mafioso Tommaso Buscetta.

Essa cena abre “Cosa Nostra no Brasil”, livro do jornalista gaúcho Leandro Demori que conta a história de Buscetta e das ramificações da máfia siciliana no país. Após ser preso e torturado pelos mesmos agentes que perseguiam militantes políticos durante a ditadura militar, o mafioso foi extraditado para a Itália.

Após sair da prisão, no início dos anos 1980, voltaria ao Brasil fugindo da guerra interna da Cosa Nostra, que nos anos seguintes vitimaria seus aliados mais próximos e alguns de seus filhos. Preso e extraditado novamente, após reorganizar seus negócios ilícitos, ele tomou a decisão mais desprezível para a máfia: tornou-se um delator.

Suas colaborações com a Justiça italiana e americana implodiram a Cosa Nostra. Em troca, ele ganhou uma nova identidade e proteção.
Na segunda passagem pelo país que Buscetta se apaixonou por Maria Cristina, montou uma operação de transporte de heroína para os EUA em parceria com franceses e caiu nas garras do delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Dops paulista, em 1972. Para Demori, Fleury atirou no que viu e acertou no que não viu.

O mafioso tentou comprar uma fazenda no Mato Grosso do ex-presidente João Goulart, exilado no Uruguai, para transformar o local em entreposto do tráfico. O negócio não deu certo, mas Buscetta foi fotografado numa festa de aniversário de Jango. Fleury achou que o italiano elaborava um plano para a volta do ex-presidente ao poder e atacou o mafioso e seu grupo.
— Quando o Fleury entendeu quem era Buscetta, viu que o preso tinha valor. Ele foi uma vítima acidental, não estava sendo investigado por tráfico — conta.

A FAZENDA DE JANGO
É no município de Santo Antonio do Leverger, que está guardada uma página quase desconhecida da história do Brasil e do agronegócio em particular. Não se trata de imensas lavouras ou propriedades das quais surgiram pujantes impérios agrícolas do País.

Mas sim de um pedaço de chão de dez mil hectares, cuja cobertura de árvores excede, e muito, o que determina a legislação ambiental. Nas sombras dessa vegetação vagam cabeças de gado num regime de criação cuja preocupação maior é preservar o valor histórico daquelas terras.

Essa é a fazenda Três Marias, estância cujo proprietário era ninguém menos que João Belchior Marques Goulart, o Jango, 24º presidente do Brasil, cuja trajetória política foi interrompida pelo golpe militar de 1964. Ele tinha o local para descanso e recebia políticos. Na foto com seu piloto e amigo pessoal.
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