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Foro privilegiado livra deputado de prisão

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na tarde desta quarta-feira (5) a 2ª fase da Operação Ventríloquo, que desarticulou em 2015, um esquema de desvio de R$ 9,4 milhões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Essa 2ª etapa foi batizada de "Filhos de Gepeto".
Na terça-feira (4) o deputado Gilmar Fabris (PSD) foi ouvido pelos promotores do Gaeco, e na quinta-feira (6) o deputado Mauro Savi (PSB) deverá comparecer na sede do Ministério Público para prestar depoimento. A informação foi confirmada por Romoaldo. 
O  peemedebista achou  absurdo a forma como a operação foi conduzida, onde segundo ele, manda prender para  "pressionar".  "Ele é uma pessoa boa um bom funcinário, eu não sei porque a prisão de uma pessoa que nem foi ouvida. Esta prática de prender para falar é ruim. Ele sempre se colocou a disposição da justiça e isentei o 'Dito' de tudo", declarou. 
O parlametar iria ser preso nesta quarta-feira, juntamente como seu assessor, porém, o foro privilegiado impedediu a prisão. 
 ".... Por obviedade solar, as razões ora apontadas como suficientes para embasar o pedido de prisão preventiva de Francisvaldo Mendes pacheco e também se aplicam a Romoaldo Aloisio Boraczynsku Júnior e Joaquim Fábio de Mielli Camargo, já que o falseamento da verdade com vistas a prejudicar as investigações se deu em conluio e conjugação de esforços dos acima nominados, contudo, com relação ao último é necessário que ocorra o reconhecimento judicial de causa rescisória da colaboração premiada  requerida pelo Gaeco e Naco e no que concerne o deputado Estadual , cuja investigação corre em segunda instância, por força de foro por prerrogativa de função, a legislação proíbe a decretação de prisão preventiva de Parlamentar Estadual (art. 29, § 2º, da Constituição Estadual), motivo pelo qual pugna tão somente, e por ora, pela decretação da prisão preventiva de Francisvaldo", consta na denúncia. 

Foi expedida apenas a prisão preventiva e busca e apreensão contra Francisvaldo Mendes Pacheco, chefe de gabinete do deputado Romoaldo.
Francisvaldo já foi preso pelos agentes do Gaeco que é composto por promotores de Justiça, delegados e policiais civis e militares. As buscas à procura de documentos são realizadas na Assembleia Legislativa e também na casa de Francisvaldo. O parlamentar foi ouvido pelos promotores de Justiça Antonio Sérgio Cordeiro Piedade, Samuel Frungilo e Marcos Bulhões.
Romoaldo depõe no Gaeco
Fernanda Leite

Deputado Romoaldo também prestou depoimento ao Gaeco sobre pagamentos na Assembleia
O deputado Romoaldo também foi levado à sede do Gaeco para prestar depoimento. Na saída, ele falou com a imprensa e alegou que não tinha conhecimento sobre a prisão de seu chefe de gabinete. “Não estou sabendo, não tenho conhecimento dessa prisão dele. Ele [Francisvaldo] é meu chefe de gabinte há muitos anos, mas eu não sabia, não tinha esse conhecimento", argumentou o peemedebista.
Romoaldo explicou que a investigação está em andamento há 2 anos relativa à dívida que o HSBC tinha com a Assembleia. Lembra que o pagamento foi feito no período em que ele estava ocupando a presidência do Legislativo Estadual porque a Justiça havia determinado o afastamento de José Riva da presidência.
Mas afirma que agiu dentro da legalidade e só autorizou os pagamentos atendendo parecer da Procuradoria Geral Assembleia já que havia recursos e um parecer favorável. “A Assembleia devia aquela conta. Eu não vejo nenhuma ilegalidade", sustenta o parlamentar.
Ele também comentou sobre sua ida ao Gaeco. “Eu vim esclarecer aqueles pagamentos que estão ligados a pessoas que eu conheço como voos atendendo a Assembleia, shows beneficentes realizados pela Assembleia e também um posto de combustível chamado Rede Shop que atendeu combustíveis do meu gabinete enquanto permaneci na Assembleia, ou seja, fornecedores que tinham dívidas contabilizadas e receberam dessa forma”, explica.
1º fase da operação
A Operação Ventríloquo teve início com a delação premiada do advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo, que representava o banco HSBC que tinha um crédito a receber da Assembleia relativo a seguros de saúde contratados pelo então presidente da Casa, José Riva para os servidores do Legislativo Estadual.
Segundo o Ministério Público Estadual,José Riva, teria determinado o pagamento de uma dívida na integralidade de R$ 9,4 milhões aao banco HSBC desde que metade do valor fosse desviado para o grupo crimnioso chefiado  pelo ex-parlamentar.
A 1ª fase foi deflagrada em 1º de julho de 2015, ocasião em que foram presos José Riva, ex-secretário geral da Assembleia, Luiz Márcio Bastos Pommot e o advogado Júlio César Domingues Rodrigues. A ação penal contra eles e contra o ex-procurador da Assembleia, Anderson Flávio de Godoi, está na fase das alegações finais. Em abril deste ano, José Riva foi interrogado pela juíza Selma Rosane e confessou que participou do esquema e recebeu dinheiro sabendo que se tratava de propina, recurso oriundo de corrupção.
                
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