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Planos de saúde cobrem exame de Zika para grávidas e bebês

Decisão da ANS garante a cobertura obrigatória em todos os planos de saúde dos três exames de sangue para a detecção de Zika
A partir deste mês, gestantes e seus filhos poderão realizar os exames para detecção do vírus zika sem pesar no bolso. Isso porque a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), anunciou a cobertura obrigatória dos exames de sangue PCR, IgG e IgM, utilizados para identificar o vírus em diferentes fases da doença, para os consumidores de planos de saúde que façam parte destes grupos prioritários. É o caso das mulheres durante a gravidez, os bebês filhos de mães com diagnóstico ou suspeita de infecção pelo vírus, bem como os recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo zika, como a microcefalia.

De acordo com Natasha Slhessarenko, pediatra e diretora-médica do laboratório Cedic Cedilab, esta mudança irá auxiliar no diagnóstico, dos três vírus transmitidos pelo Aedes aegypti que estão em circulação no País, zika, dengue e a febre chikungunya. Uma vez que agora os pacientes poderão realizar os exames para estes três vírus, com cobertura pelo convênio. “Agora que tivemos diversos estudos confirmando a ligação da zika e o nascimento de crianças com microcefalia e outras alterações neurológicas, é importante que estes exames fiquem mais acessíveis levando ao diagnóstico e acompanhamento correto de um número maior de pacientes, tanto as mães, quanto as crianças”, acredita a médica.

A especialista indica o acompanhamento médico nas gestantes a partir da presença dos sinais em comum com as três doenças: exantema (manchas avermelhadas na pele), acompanhado de coceira, além de febre e dor nas articulações ou dores musculares. “A Zika tem um quadro bem mais brando, apresentando na maioria das vezes apenas o exantema e coceira. Raramente pode haver febre, conjuntivite e dor articular leve. Ao visitar o especialista, após uma análise clínica, ele pode demandar testes laboratoriais para confirmar o diagnóstico”, explica. A médica fala destes exames, agora cobertos pelos planos nas gestantes e crianças com alterações neurológicas ao nascimento: 

PCR (Reação de Cadeia de Polimerase)
Quando deve ser realizado: No sangue, somente até cinco dias após o surgimento dos primeiros sinais da doença. Na urina, pode ser realizado até 20 dias do início dos sintomas. Além disto, pode ser realizado no líquido amniótico, através da realização da amniocentese.
Como funciona: Recomendado para gestantes sintomáticas, ele detecta o material genético do vírus zika no sangue e urina do paciente precocemente. Se houver a presença do vírus na corrente sanguínea ele dará positivo.

Anticorpos IGM
Quando deve ser realizado: Recomendado para mulheres durante a fase sintomática da doença durante a gestação e em recém-natos, filhos de mães com diagnóstico ou suspeita de infecção pelo vírus Zika, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo vírus.
Como funciona: O organismo necessita de alguns dias para produção de anticorpos em níveis detectáveis que irão combater o vírus da zika na fase aguda da doença, ou seja, logo após a infecção, enquanto os sintomas ainda estão presentes. Se o paciente tem quadro clínico compatível e o exame de IgM for positivo, podemos concluir que ele tem zika, uma vez que este anticorpo só está presente na fase aguda da doença, deixando de ser produzido após algumas semanas.

Anticorpos IGG
Quando deve ser realizado: Recomendado somente para infeção pelo vírus Zika em gestantes ou recém-nascidos que realizaram pesquisa de anticorpos IgM cujo resultado foi positivo. Deve ser realizado também para avaliar infecção passada por zika, uma vez que este anticorpo não desaparece após a doença estar curada.
Como funciona: Investiga a presença do anticorpo produzido para proteção contra a zika. Se for positivo, informa que o paciente já teve contato com a doença, mas não necessariamente está infectada no momento da realização do teste.

A negociação para a cobertura dos exames é de responsabilidade dos convênios de saúde. Como agência reguladora, cabe à Agência Nacional de Saúde Suplementar garantir que os direitos dos consumidores dos planos de saúde sejam respeitados, e ela deve ser contatada no caso da não cobertura dos exames em questão.

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Por Julia Carneiro
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