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O fim de uma era em Guarantã do Norte

O sol poente para os políticos pioneiros de Guarantã do Norte
O fim de uma era em Guarantã
Houve uma época em Guarantã do Norte que, pleitear o cargo de prefeito da cidade era direito para poucos. Praticamente impossível viabilizar uma candidatura alternativa, ofensa gravíssima à teoria do direito divino daqueles que chegaram primeiro.  
Basicamente eram protagonistas da disputa de poder dois grandes grupos que durante anos se alternavam no poder. Um desses grandes personagens da política local se destacou por ser um hábil articulador, inteligente e uma visão além de seu tempo. Pensava em Guarantã como uma grande cidade com mais de 100 mil habitantes. 
No entanto, os processos inovadores foram ficando para trás em função do modo como foi implantando gerando muita discussão e até revolta, a exemplo, da terceirização da funerária, os asfaltos comunitários, a reforma tributária, o prédio da praça, etc, etc, etc. Era implacável com seus adversários e foi daí que recebeu até um apelido inusitado, lobão.  
Depois do lobão o personagem era uma figura exótica, extremamente antipática e arrogante para aqueles que o conheciam nos bastidores. Esse sucedeu o lobão e botou um monte de processo no lombo do que um dia havia sido seu vice.  
Era o homem que se prometesse cumpria. E realmente teve seus méritos, mas a falta de inovação, carisma, a incapacidade de gerir uma equipe, centralização exagerada de poder e o autoritarismo foram à explicação da derrota inesperada para o empresário modernizador, nome carinhoso do seu sucessor que o derrotaria por uma margem muito pequena de votos. 
Segundo as fontes, o pioneiro do bigode nas suas reuniões com os secretários era implacável, pois ao mesmo tempo era duro com os homens e elogiava as duas secretárias mulheres. Uma era a de saúde e outra a de infraestrutura. A primeira de saúde era viciada em construção de PSFs (Posto de Saúde da Família). Aí começava o início de uma falha gravíssima de planejamento que mais tarde estouraria a bomba no colo de seus sucessores. Aliás, existe um ditado popular que diz “pimenta no (...) do outro é refresco” e na política alguém deve ser culpado pela cagada do outro. 
A outra secretária, de infraestrutura era a suprassumo, ou melhor, a rainha de todos os secretários que passava horas e horas de portas fechadas com o pioneiro do bigode planejando a travessia urbana da cidade, as paralelas e foi decepcionante saber que todo aquele tempo trancados no gabinete era pra mudar o projeto e tirar o viaduto que hoje faz (muita) falta. 
Onde anda a doutora (...) como gostava de ser chamada.  Além dessas peripécias a da educação foi muito bacana, pois compraram um monte de ônibus velho, uns falam 14, outros 16, mas que comprou, é fato. Objetivo tirar a empresa do adversário político que fazia os serviços. Resultado tirou o adversário, mas os ônibus ficaram pipocando um motor daqui outro dali e dê-lhe processo de peças e peças, opa, e mais peças. 
Quando o feijão com o arroz já não satisfazia mais os anseios do povo vem à bandeira do empresário bem sucedido de sucesso que modernizaria a forma de fazer política com promessas de aumentar a produção de leite de forma maravilhosa e indústria de frango. 
Ali a população via a esperança de dias melhores, mas esqueceram que o salvador da pátria era o sofá velho reformado com cara de novo e não entendia de administração pública.
Secretária de educação envolvida em denúncias de desvio de óleo e falsificação de notas, secretário de administração que comprava centenas de reais da empresa que estava em nome da esposa e assim vai. Saiu com a glória do projeto do asfalto, mas deixou a obra e a conta de quase 08 milhões de reais para seus próximos sucessores pagar e também um plano de cargos que ele mesmo não cumpriu uma vírgula, mas também deixaria essa conta para seu sucessor pagar.
Mas a eleição de 2012, essa sim foi o divisor de águas (até o slogan da campanha vencedora teve água), pois a disputa entre o empresário modernizador e aquela que se tornaria a primeira mulher a ocupar o cargo máximo do município foi emocionante. De um lado o modernizador aprendendo que não podia ter prometido demais e que administrar a prefeitura não era igual administrar sua loja ou “chacrinha” e do outro o povo contagiado com o carisma da mulher que muitos dizem que se não fosse pelo vice ela teria tido mais votos e até mesmo poderia ter se dado melhor como prefeita. 
Com o passar da administração que ainda não terminou foi ficando claro o tamanho da bomba, comparado a um FIAT Tempra ano 1996 sem fazer revisão. Foi aí que começaram os rumores que a mulher não era de pulso firme. Mas quando olhou-se para a história  a realidade parece ser um pouco diferente pois ela trocou pelo menos 5 de seus secretários. Só da saúde duas vezes, que por sinal foi o alvo das mais pesadas críticas. 
Falta de medicamentos e a tal da OSCIP chegou a ser alvo de abertura de CPI. Como se não bastasse isso, a crise financeira do país, e tal de plano de cargos aprovado na gestão do empresário modernizador que fez estourar no colo da mulher carismática uma greve. Em 02 anos a mulher carismática percebeu que a politica não resolveria a situação do município e se afastou do povo para tentar salvar sua gestão inclusive com medidas impopulares, que deveriam ser feitas em primeiro ano de mandato. 
Pessoas mais próximas a chefe do poder executivo dizem que a maior qualidade da prefeita e talvez sua maior fraqueza seja ter um coração muito bom e ser humana demais. Mesmo com todas as críticas e apesar da crise conseguiu fazer o que muitos prefeitos não conseguiram pagar em dia seus servidores, articular para trazer um instituto federal de educação (IFMT), iluminação das paralelas. Plano diretor, plano de saneamento básico, reestruturação administrativa. No entanto pagou caro por não ter começado a fazer as reformas estruturais necessárias para os próximos anos e atualmente recebe pesadas críticas principalmente por ter focado na contratação de médicos através da OSCIP e ter deixado faltar medicamentos básicos. 
Depois dessa história até engraçada e apócrifa a historia oficial contada, ficam lições a serem seguidas de que se esgotou o modelo construtor de prédio que só fez aumentar as despesas da prefeitura, que não é fácil trazer indústria, que não pode mentir para o povo prometendo demais, e que não se ganha eleição criticando sem ter um programa de governo descente e sem alegorias mirabolantes, que não tem o dinheiro que se pensa, que prefeitura tem que cobrar impostos, que é preciso modernizar a administração com capacitação, controle e acompanhamento dos servidores, e que, além disso, tem um monte de cagada da era dos prefeitos pioneiros que eles sabiam que iria estourar no (...), você sabe onde, de alguém e estourou e que os desafios são bem maiores do que as retóricas de beira de boteco. 
De tudo isso, e também para afirmar que uma era se inicia damos boas vindas ao gurizinho ex-Petê conhecido por ser um bravo defensor da política do ex-presidente Lula e até acrescentar o nome do ex-presidente ao seu nome (e da atual Dilma que pode virar ex), ao ex-vice-prefeito do empresário modernizador que até ensaiou romper com seu par, mas depois resolveu continuar no ninho para viabilizar sua candidatura a vereador, ao considerado melhor secretário da mulher carismática que administrou a pasta mais cobiçada da prefeitura e que se desponta como uma alternativa; ao radialista ex-assessor do governador Silval Barbosa, todos sonhando em ocupar o mais alto cargo do município. Que venha a nova era! 
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4 comentários :

  1. Gostei muito das colocações. Demonstra, ao menos, alguém que sabe utilizar a língua portuguesa corretamente. Parabéns.

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  2. A única coisa sensata e verdadeira no texto foi a figura linda da Cidade. Depois dizem que a Globo está dando golpe...rss.. Falar que a atual administração é SANTA (sofrida e caridosa) é porque não tem a mínima noção do que está acontecendo por debaixo dos panos... Tira um tempinho para investigar a OSIP! As horas de esteira lá no lago da Avenida Curitiba, o porquê só este ano que as coisas funcionam e tal. E depois tenta reescrever o texto.

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    1. As escavações para o suposto lago municipal serviu apenas para o pré candidato Marcelo vender as terra de aterro para a Arteplan, e angariar fundos para a defunta campanha eleitoral. Sem falar na imobiliária fantasma desse presunto, para negociar lotes do município.

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  3. E o tal LAGO só ficou no papel mesmo, e é uns saindo e outros querendo entrar pra mamar mais um pouco nas tetas da sociedade.....FRANCAMENTE UM ABSURDO. ..

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