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Possíveis adversários em 2018, Taques é favorável ao impeachment e Wellington é contra; pouca influência na bancada

Possíveis adversários em 2018, Taques é favorável ao impeachment e Wellington é contra; pouca influência na bancada
Dois dos principais líderes políticos de Mato Grosso estão em posições claramente antagônicas no que tange ao impedimento da presidenta Dilma Rousseff (PT). O governador José Pedro Taques afirmou para a reportagem  que, se fosse deputado federal, votaria pelo impeachment. Já Wellington Fagundes (PR), um dos principais representantes da oposição a Taques, é o nome mais cotado para ser o novo líder do governo federal no Senado, em substituição ao senador Delcídio Amaral (PT), preso na semana passada pela operação Lava Jato. Além disso, os dois devem disputar um contra o outro em 2018, já que Fagundes ensaia se candidatar ao Palácio Paiaguás e Taques pode ir à reeleição.
 
Pedro Taques concorda com o pedido dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, de que a presidenta foi ‘omissa’ diante da corrupção. “As denúncias são gravíssimas e não estaríamos na situação econômica em que enfrentamos se não fossem as pedaladas fiscais [manobras contábeis com recursos de bancos federais] e a omissão da presidente com relação à corrupção”, pontuou Taques, em recente evento do Corpo de Bombeiros Militar, na área externa da Arena Pantanal.
 
“Todos os pontos do pedido de impeachment são igualmente fortes. Os decretos, os empréstimos junto às instituições financeiras, a omissão dolosa em deixar permanecerem os diretores da Petrobras cujas atitudes a presidente não poderia deixar de conhecer, e o fato de a presidente não ter submetido seus subordinados à apuração de ilicitudes”, endureceu o chefe do Poder Executivo de Mato Grosso.
 
Já Wellington Fagundes faz o discurso inverso. “Estamos numa situação muito diferente daquela de 1992, porque até agora não se fez qualquer comprovação de um envolvimento pessoal da presidente em atos de corrupção. Podem ter havido até irregularidades formais, administrativas, mas não configuram o crime de responsabilidade”, ponderou ele.

“Mas dizem que se as normas que regulam as finanças públicas não foram observadas, como dizem os críticos, em primeiro lugar isso só pode ser examinado pelo Tribunal de Contas da União no ano que vem, porque o tribunal examina contas de um exercício financeiro terminado”, ponderou ele, com a experiência de quem já votou o julgamento de 24 exercícios contábeis.
 
“Se o TCU no ano que vem entender que houve infração às normas que regem as contas orçamentárias da presidente, este fato vai ser, aí sim, levado ao conhecimento da Câmara dos Deputados, que terá que aceitar a denúncia por dois terços dos votos. Isso tudo leva tempo”, argumentou Fagundes, que é o único de Mato Grosso ainda na ativa que, em setembro de 1992, votou pelo impedimento do ex-presidente e atual senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTB).
 
O que chama a atenção é a parca influência de Taques e Fagundes na bancada de Mato Grosso, na Câmara dos Deputados. É pouco provável que consigam convencer algum aliado, por mais leal que seja, a votar contra ou a favor do impedimento de Dilma Rousseff. Por Olhar Direto
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