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Com voto manual, apuração poderia se arrastar por até 1 semana, diz TRE

VOTO PAPEL
Última eleição híbrida, utilizando voto eletrônico e manual, acontecem em 1996, segundo o TRE
Caso fosse confirmado o retorno do voto manual para as eleições municipais de 2016, a estimativa era que a a apuração total dos votos durasse até uma semana. A previsão quem fez foi o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com base na última eleição híbrida, realizada em 1996.
Naquela eleição, o resultado foi anunciado nove dias depois do encerramento da votação e o número de votantes era de pouco mais de 1,2 milhões. Hoje, segundo o órgão, há aproximadamente 2,1 milhões de pessoas aptas a votar. Deve ser levado em conta que a eleição de 1996 foi geral e a do próximo ano será municipal.
O retorno do voto manual foi cogitado diante do contigenciamento de feito pelo governo federal que determinou corte de R$ 1,7 bilhão no orçamento do Poder Judiciário. A medida tornaria inviável a utilização do voto eletrônico. Contudo, na tarde dessa sexta (4), o governo federal  recuou e anunciou o descontigenciamento da verba. O TRE, todavia, ainda não foi notificado oficialmente. Para que a eleição do próximo ano seja realizada com urna eletrônica a Justiça Eleitoral estima um gasto de, ao menos, R$ 18 milhões.
Diante da notícia do contingenciamento, o Rdnews preparou um histórico sobre eleições anteriores, o tempo de apuração e os conflitos gerados por conta da contagem manual dos votos, confira. 
Em 1996, apenas Cuiabá recebeu urnas eletrônicas e as demais cidades permaneceram com as cédulas de papel. De acordo com o Tribunal, a situação foi facilitada porque houve voto cantado, quando uma pessoa abre a cédula de papel e lê o voto enquanto outra digita em uma urna eletrônica diante de testemunhas. Em 1998, a eleição também ocorreu de forma híbrida, porém vários municípios já dispunham das urnas eletrônicas. Somente em 2000 ocorreu a primeira eleição totalmente eletrônica, em Mato Grosso.
Para o cálculo do tempo e apuração o Tribunal também leva em conta os pontos de votação localizados em regiões de difícil acesso. Hoje, mesmo com o Estado votando em sua totalidade por meio da urna eletrônica, existem 69 locais de difícil acesso, onde só é possível chegar de barco, avião ou caminhonete traçada. Conforme o TRE, muitos são aldeias indígenas e população ribeirinha, onde antes não havia locais de votação.
No entanto, o Tribunal utiliza satélite para apurar os votos, de modo que não há prejuízo quanto ao tempo de contagem. Isso porque, às 17h de qualquer lugar de difícil acesso, o mesário encerra a votação e o técnico envia dos dados da urna eletrônica para Brasília, por meio de um satélite.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por sua vez, envia esses dados para o TRE, que repassa para o Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá, onde costuma ocorrer a totalização. Todos esses procedimentos duram apenas alguns minutos. Por isso, os locais mais distantes são os primeiros a ser apurados.
Fraudes
 Com as urnas de lona, esses votos terão que ser transportados fisicamente. Porém, conforme o TRE, a dificuldade e morosidade na apuração dos votos não configuram o maior risco. O prejuízo maior é quanto à segurança do processo de votação, pois com a urna eletrônica foi possível reduzir drasticamente as fraudes que existiam à época das eleições com urna de lona. “Democracia nunca é caro, ao contrário, é item de primeira necessidade em uma sociedade”, comenta a presidente do TRE, Maria Helena Gargaglione.
Reprodução
capa antero
 Recontagem dos votos, ocorrida nas eleições de 1994, tirou Antero do Senado
Na eleição de 1994, por exemplo, Antero de Barros venceu Carlos Bezerra na disputa pelo cargo de senador. Insatisfeito, Bezerra solicitou a recontagem dos votos, que levou cerca de 42 dias e, com isso, inverteu o resultado do pleito. “Eu havia vencido por 10 mil votos e depois perdi por 400”, revela Antero, em entrevista ao Rndews. Para ele, houve fraude no processo de recontagem. Quatro anos depois, Antero conseguiu, finalmente, sagrar-se senador.
Custos
A eleição de 2012 custou R$ 8 milhões aos cofres públicos do Estado, conforme o TRE. Em relação às eleições gerais de 2010, quando foram gastos R$ 7,1 milhões, o orçamento do pleito para a escolha de prefeitos e vereadores aumentou 10%. À época, 80 locais eram considerados de difícil acesso. Nestes casos, o custo estimado por eleitor foi de aproximadamente R$ 5,07. Já em 2014, o custo estimado para a eleição no Estado foi de R$ 17,3 milhões. Nessa eleição, o custo por eleitor foi de R$ 7,91. Por Eduarda Fernandes
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