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MT levou prejuízo e o Ministério das Cidades tem sua parcela de culpa, diz relator da CPI da Copa

Diretora de Mobilidade, Luiza Gomide de Faria Viana alegou que número de desapropriações pesou na decisão da troca de modal. Em depoimento à CPI, ela admitiu ter substituído parecer de nota técnica emitido por analista e fiscal de projetos

O Sub-relator de contratos e Licitações da Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI) das Obras da Copa, deputado estadual Silvano Amaral (PMDB), atribui parcela de culpa pelas obras inacabadas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande ao Ministério das Cidades. Isso porque, o Departamento de Mobilidade Urbana do órgão, foi o responsável por conceder parecer favorável para a troca do modal, tendo em vista que o projeto inicial para as duas cidades era o Bus Rapid Transit (BRT).
“O Ministério das Cidades tem culpa sim, afinal o órgão foi responsável porque  permitiu que um projeto inviável vingasse. A senhora Luiza alega que entendeu ser viável, porém, tecnicamente não haviam condições para isso. E o nosso papel é exatamente este, de apurar, levantar provas e acionar a Justiça. E nós iremos até o fim, culpados existem e vão aparecer, não importa quem seja. Justiça seja feita, afinal Mato Grosso herdou uma divida milionária por causa de inúmeras obras inacabadas. Um verdadeiro elefante branco. Cuiabá e Várzea Grande foram rasgadas ao meio. Chegaram os vagões, mas onde estão os trilhos, a estrutura? Até árvores derrubaram, pra que?”, indagou Silvano durante entrevista.
Em depoimento à CPI nesta quarta-feira (18), a diretora do departamento de Mobilidade, Luiza Gomide de Faria Viana admitiu ter alterado o parecer já concedido pelo analista e fiscal de projetos, Higor de Oliveira Guerra, que considerou inviável a implantação do VLT em Mato Grosso. Higor que também prestou depoimento à comissão considerou vazios os argumentos utilizados por Gomide para a troca do modal e, disse que “se houvesse novos elementos eu faria uma nova nota técnica, e como me recusei, ela (Gomide) resolveu efetuar a troca das notas”, relatou Higor.
Para Higor, o objetivo era maquiar a inviabilidade técnica do modal, e que por isso houve a necessidade de trocar as notas, em razão da requisição dos documentos com cópia integral dos autos pelo Ministério Público de Mato Grosso, que estava questionando a mudança. “Acredito que houve a decisão para tirar a nota, pois se o MPE recebe os autos em que uma nota técnica não dava respaldo ao VLT, poderia dar algum questionamento”, observou o analista e fiscal de projetos do Ministério das Cidades.
Nas explicações dadas a CPI na tarde desta quarta-feira, Gomide disse que levou em consideração o número de desapropriações que seriam menores, se comparado a implantação do BRT e, por também acreditar que em dois anos e meio, tempo que faltava para a realização do Mundial de Futebol, a implantação do VLT sairia do papel. A diretora de Mobilidade Urbana, no entanto atribui a responsabilidade ao então governador do Estado, Silval Barbosa.
“Eu não sou culpada de o VLT não ter dado certo, eu acreditei que seria possível implantá-lo, o Ministério das Cidades acreditou. Se alguém falhou foi o governador do estado, que sentou com alguém ou ouviu de alguém que a troca seria viável e tomou essa decisão”, disse Gomide em tom irritado e sem mencionar nomes. “Eu não admito que a minha nota técnica seja responsável por tudo isso. Afinal, quem defendeu com unhas e dentes a troca do modal foi o governador de Mato Grosso, não eu”, acrescentou.
Questionada pelo deputado Silvano, sobre quantos estados haviam solicitado a troca do modal, Gomide afirmou que Cuiabá foi a única sub-sede da Copa que solicitou a troca do BRT pelo VLT. Gomide, que responde a processo administrativo, por adulteração fraudulenta de processo administrativo, envolvendo a análise da viabilidade técnica de obra de VLT, em Cuiabá, também denunciou à CPI que teve o processo do Modal, à época, roubado de sua sala.
Questionada também pelo deputado Dilmar Dal Bosco, se a mesma havia feito Boletim de Ocorrência sobre o suposto furto, a diretora do Ministério das Cidades respondeu em tom bastante ríspido que “não vem ao caso” detalhar o ocorrido à comissão. Vale ressaltar que, o depoimento de Gomide foi gravado em áudio/ vídeo e também lavrado em ata pela equipe técnica da Casa de Leis.
A resposta da diretora de Mobilidade Urbana foi rebatida por Silvano Amaral, que solicitou detalhe sobre o suposto furto e que a CPI também quer saber se há ou não Boletim de Ocorrência. Caso não tenha o boletim, Gomide terá que se explicar e poderá depor novamente, caso a CPI entenda necessário depoimento prolongado de Gomide, fez com que os deputados alterassem a data do depoimento do ex-assessor especial da Secretaria Especial da Copa, João Paulo Curvo Borges para terça-feira (24). Por Joelma Pontes/Assessoria
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